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CHINA/VATICANO

China e Vaticano selam aproximação inédita

Papa Francisco na Sé de Vilnius, Lituania, a 22 de Setembro de 2018.
Papa Francisco na Sé de Vilnius, Lituania, a 22 de Setembro de 2018. ©REUTERS/Ints Kalnins

O Papa Francisco admite que o acordo assinado no sábado com a China sobre a nomeação dos bispos pode gerar incompreensão junto dos fiéis chineses. Um protocolo que ocorre após 67 anos de separação entre Pequim e o Vaticano.

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O chefe dos católicos lançou um apelo à reconciliação aos católicos chineses. "Convido-os a serem os artífices da reconciliação", afirmou o Papa Francisco numa mensagem onde admite que o acordo rubricado com a China pode significar que alguns tenham "a sensação de que foram abandonados pela Santa Sé".

O sumo pontífice no avião que o trouxe de volta a Roma após a viagem aos países bálticos nesta terça-feira admitiu que as concessões feitas através da assinatura deste protocolo pode ser fonte de sofrimento.

"Roguemos pelos sofrimentos de alguns que não compreendem ou que têm atrás deles tantos anos de clandestinidade", afirmou hoje o chefe dos católicos.

Seriam 12 milhões os católicos na China: desde há 67 anos e a ruptura entre o Vaticano e a China existe uma igreja "subterrânea", que só reconhece a autoridade do Papa e uma igreja "oficial", autorizada por Pequim que nomeia os eclesiásticos.

O acordo agora assinado atribui, de novo ao Papa o poder de nomear os bispos na China, após consulta prévia das autoridades de Pequim.

Assim sendo o Papa reconheceu sete bispos chineses, nomeados por Pequim sem o seu aval, e ainda um oitavo a título póstumo.

Fica ainda por delinear a questão de Taiwan, tida como uma ilha rebelde por Pequim.

O Vaticano é um dos últimos 17 Estados do mundo a reconhecer o regime de Taipé, Pequim exigindo que os seus aliados cessem relações com a antiga Formosa.

A China considera Taiwan como parte integrante do seu território que poderia retomar pela força, se necessário.

O Padre Luís Sequeira, em Macau, alega, por isso, que este acordo, que não satisfaz todas as partes, é apenas um primeiro passo na aproximação entre o Vaticano e a China.

Padre Luís Sequeira, sacerdote católico em Macau

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