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China

China criticada por desaparecimento do Presidente da Interpol

Presidente da Interpol, Meng Hongwei, preso pelas autoridades da China, por corrupção
Presidente da Interpol, Meng Hongwei, preso pelas autoridades da China, por corrupção ROSLAN RAHMAN / AFP

O desaparecimento do ex-presidente da Interpol, o chinês, Meng Hongwe, que tinha regressado em setembro à China, continua a preocupar a comunidade internacional. Pequim acusou ontem Hongwe de corrupção sem dar precisões sobre as acusações.

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O desaparecimento rocambolesco do ex-patrão chinês da Interpol, acusado de corrupção na China, desfere um duro golpe à imagem de Pequim e à sua ambição de consolidar a sua presença nas Oraganizações internacionais.

A eleição de Meng Hongwei, para dirigir a instituição de cooperação policial em em fins de 2016 tinha sido um triunfo para o regime do Presidente chinês, Xi Jinping, apesar das críticas de organizações dos direitos humanos.

Pequim, chegou mesmo a receber em setembro de 2017 a assembleia geral anual da Interpol, onde o presidente chinês discursou.

Mas, o desaparecimento de Meng, em fins de setembro, de regresso à China, seguido do anúncio da sua colocação sob custódia no quadro de um inquérito por corrupção e da sua demissão, lança descrédito sobre os métodos do aparelho repressivo chinês, em contradição com normas de transparência em democracia.

As autoridades chinesas não tiveram a preocupação sequer de informar a Interpol que o presidente da instituição policial estava a ser investigado por corrupção.

Pequim, anunciou ontem que Meng, de 64 anos, era acusado de ter aceito "luvas" sem precisar se as acusações estavam relacionadas com as suas funções à frente da Interpol ou ao seu posto de vice-ministro da Secgurança pública que ocupava em regime de acumulação

Paris, teve de abrir um inquérito sobre o desaparecimento do ex-Presidente da Interpol, com sede em Lyon, a pedido da esposa de Meng.

"Esta questão terá um impacto negativo sobre o "soft power" chinês", declarou o politólogo, Willy Lam, da Universidade chinesa de Hong  Kong.

Em plena guerra comercial transpacífica "isto vai dar uma oportunidade aos americanos de reforçarem as suas críticas de que a China não respeita o Estado de direito".

No quadro da campanha contra a corrupção lançada pelo presidente chinês, Xi Jinping, em fins de 2012, mais de 1,5 milhão de quadros foram sancionados ou eliminados como opositores internos ao presidente da China.

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