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Arábia saudita

Riade desmente ter mandado assasssinar jornalista Khashoggi

Manifestação exigindo a verdade sobre desaparecimento ou assassínio do jornalista saudita, Jamal Khashoggi, a 2 de outubro no consulado saudita de Istambul
Manifestação exigindo a verdade sobre desaparecimento ou assassínio do jornalista saudita, Jamal Khashoggi, a 2 de outubro no consulado saudita de Istambul REUTERS/Osman Orsal

A Arábia saudita desmentiu hoje ter dado ordens para assassinar o jornalista saudita dissidente, Jamal Khashoggi, desaparecido em Istambul, tendo enviado à Turquia uma equipa para colaborar na investigação.     

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As autoridades sauditas desmentiram este sábado terem ordenado o assassínio do jornalista, Jamal Khashoggi, um saudita dissidente, antigo director dum jornal na Arábia saudita e desaparecido em Istambul desde 2 de outubro.

O ministro saudita do Interior, o príncipe Abdel Aziz ben Saud ben Nayef, denunciou numa declaração oficial como sendo "mentiras sem fundamento" afirmações segundo as quais Ryad deu "ordens" para "matar" o jornalista.

Riade, anunciou mesmo ter enviado hoje uma delegação à Turquia para colaborar com as autoridades turcas no inquérito sobre o desaparecimento ou a morte do jornalista Jamal Khashoggi. 

Na realidade, Jamal Khashoggi, não deu sinal de vida desde o dia 2 de outubro, quando se deslocou ao consulado da Arábia saudita, em Istambul, na Turquia.

A sua namorada que ficou à sua espera no exterior do consulado, garantiu que o jornalista não saiu do edifício consular saudita, enquanto fontes próximas dos serviços de segurança turcos, declararam que Khashoggi foi assassinado por cerca de 15 sauditas que regressaram nesse mesmo dia à Arábia saudita.

Este caso já provocou muitas reacções a nível internacional, a começar pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que declarou que "devemos exigir firmemente um esclarecimento sobre os factos".

"Temos de saber exactamente o que se passou e quem é o responsável, porque tenho a impressão que este tipo de incidentes se multiplicam", declarou, Guterres, numa entrevista à BBC. 

Também a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, reagiu dizendo estar "horrificada", com o caso Khashoggi, confirmando no entanto que irá participar na conferência económica "Davos do deserto" de 23 a 25 de outubro em Riad.

"Os direitos humanos, a liberdade de informação são essenciais e quando visito um país digo sempre o que penso. Logo, não vou mudar os meus projectos e estarei em Riade atenta às informações que vão aparecendo nos próximos dias e vou-me exprimir nesse sentido", sublinhou, Christine Lagarde. 

Por seu lado, o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, indicou também que participará nessa mesma conferência de Riade e que se surgirem "mais informações na próxima semana tê-las-á em conta.

Mas o próprio Presidente americano, Donald Trump, em entrevista à TV CBS, já declarou que os Estados Unidos inflingirão uma "severa pena" à Arábia saudita, se vier a ser confirmado que o jornalista saudita dissidente, Jamal Khashoggi, foi assassinado no interior do consulado da Arábia saudita, em Istambul.

De notar que vários jornais como Financial Times ou The Economist, que iam cobrir a conferência económica de Riade, já declararam que não farão nenhuma reportagem do evento. 

O jornalista saudita dissidente, Jamal Khashoggi, que teria sido torturado e assassinado ou desaparecido, escrevia também para o Washington Post.

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