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Alemanha

Alemanha: Angela Merkel cada vez mais fragilisada

Chanceler alemã Angela Merkel
Chanceler alemã Angela Merkel REUTERS/Hannibal Hanschk

Os Verdes são doravante a segunda força política no Parlamento da Baviera com 17,5% de votos, logo a seguir à CSU que apenas obteve 37,2%, enquanto a extrema direita entra pela primeira vez no parlamento bávaro.

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A Baviera, o maior e mais rico estado federal da Alemanha teve este domingo (14/10) eleições regionais, um teste para a CSU aliada conservadora bávara do partido CDU da chanceler Angela Merkel, que com excepção de um mandato governa este estado desde 1950.

A crise migratória e de refugiados, aliada à crise económica e a questões de segurança, ditaram os resultados das urnas, fragilisando claramente a chanceler Angela Merkel a dois meses do congresso da CDU, no qual ela vai tentar um novo mandato.

A União Social Cristã - CSU com 37,2% de votos, foi o partido mais votado, mas simultaneamente o grande derrotado pois perdeu a maioria absoluta no parlamento da Baviera, os Verdes conquistaram 17,5% do eleitorado, seguidos pela direita independente Eleitores Livres com 11,6% e a extrema direita AfD ou Alternativa para a Alemanha que obteve 10,2% e entra pela primeira para o parlamento em Munique.

A CSU que na precedente eleição regional em 2013 obteve 47,7% de votos, tem agora que procurar alianças e formar uma coligação para continuar a governar a Baviera, provavelmente com os Eleitores Livres, o que lhe garantiria 48,8% de deputados e maioria absoluta em coligação.

Os Verdes foram assim os grandes vencedores deste escrutínio, pois obtiveram o dobro dos votos em relação à eleição de 2013.

A RFI ouviu Claudia Roth, deputada dos Verdes na Baviera e vice-presidente do parlamento alemão, o Bundestag, para quem esta é uma eleição histórica, cujos resultados foram além das expectativas dos Verdes.

"Estamos, muito, muito, muito contentes, é uma verdadeira eleição histórica, atingimos o nosso objectivo, tinhamos dito que queríamos obter mais de 10% e temos praticamente 18%. Dissemos que queríamos ser o segundo partido no parlamento, somos o segundo no parlamento da Baviera e tentamos acabar com o governo de um só partido. Isso é incrivel ! A Baviera de hoje não é a Baviera de ontem, porque hà tantas pessoas que exprimiram a vontade de uma mudança  política, espero verdadeiramente que os europeus e também os Verdes em França, possam partilhar um pouco da nossa esperança".

Segundo o jornal Der Spiegel o "epicentro do sismo político é a Baviera, mas este pode provocar um tsunami que arrasará o governo federal", e poderá haver uma réplica dia 28 de Outubro, aquando do escrutínio regional em Hesse, onde um fiel da chanceler Volker Bouffier se recandidata ao mandato de ministro-presidente regional.

Desde Março a coligação CDU-CSU-SPD foi duas vezes ameaçada, devido a divergências sobre as políticas de imigração e à suspeita de proximidade com a extrema direita do ex-chefe dos serviços de inteligência Hans-Georg Maassen.

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