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Afeganistão

Afeganistão: atentados marcam legislativas

Comissão Eleitoral Independente anunciou que um terço dos votantes são mulheres.
Comissão Eleitoral Independente anunciou que um terço dos votantes são mulheres. REUTERS/Mohammad Ismail

Quatro milhões de eleitores foram às urnas este fim-de-semana no Afeganistão. Mil assembleias de voto não chegaram a abrir portas por motivos de segurança. 80 feridos e pelo menos 17 mortos é o balanço oficial dos diferentes ataques nas jornadas eleitorais.

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Quatro milhões de eleitores foram às urnas este fim-de-semana no Afeganistão. As eleições legislativas realizaram-se com três anos de atraso. A votação deveria ter decorrido apenas no sábado dia 20 de Outubro, mas acabou por ser prolongada até domingo. Mil assembleias de voto não chegaram a abrir portas por motivos de segurança.

Para Ashraf Ghani as eleições legislativas foram bem-sucedidas. Na sua mensagem à nação, o presidente afegão sublinhou que: "ao votar os afegãos mostraram ao mundo a rejeição da violência e a sua determinação. Provaram aos talibãns que não se subjugam a ninguém."

Também o conselheiro do presidente para a Segurança Nacional se congratulou pelo escrutínio, que segundo dados oficiais da Comissão Eleitoral Independente registou menos 50% de incidentes que nas presidências de há quatro anos e meio. Dos votantes um terço são mulheres.

Atentados, mortos e interpretações diferentes

80 feridos e pelo menos 17 mortos é o balanço oficial dos diferentes ataques nas jornadas eleitorais. Outra versão tem a agência de notícias AFP fala em mais de 120 atentados e em dezenas de mortos e feridos em todo o país.

As autoridades não se cansam de relembrar as longas filas de espera dos eleitores junto às mesas de voto, apesar do perigo associado. Porém, vários observadores têm interpretações diferentes, justificam as filas com a má organização do sufrágio, falta de material, incompetência dos elementos da mesas de voto, e eleitores forçados a esperar entre 20 minutos a 2 horas para votar.

A polícia afirma ter prendido cerca de 60 pessoas acusadas de ingerência no processo eleitoral. Vários incidentes foram relatados, desde homens armados em certos centros, ligações entre candidatos e funcionários eleitorais, manipulação de urnas, etc.

Os talibãns, por seu lado, cumpriram as promessas de violência. Realizaram inúmeros ataques em todo o país.

Os afegãos terão de aguardar até 10 de Novembro de 2018 pelos resultados.

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