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Estados Unidos

Donald Trump em visita contestada a Pittsburgh

Habitantes de Pittsburgh depositam velas e flores frente à sinagoga Tree of Life, onde a 27 de Outubro onze fiéis foram assassinados
Habitantes de Pittsburgh depositam velas e flores frente à sinagoga Tree of Life, onde a 27 de Outubro onze fiéis foram assassinados REUTERS/Cathal McNaughton

O Presidente Donald Trump visita esta terça-feira a sinagoga de Pittsburgh, onde sábado 11 pessoas foram mortas a tiro por Robert Bowers aos gritos de "todos os judeus devem morrer", mas esta visita é contestada por grande parte dos habitantes desta cidade democrata.

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A uma semana das eleições intercalares de 6 de Novembro, o Presidente Donald Trump pretende deslocar-se à sinagoga Tree of Live para prestar homenagem às onze vítimas e avistar-se com as famílias dos desaparecidos, no que foi o ataque anti-semita mais mortífero na história dos Estados Unidos.

Mas numa carta aberta dirigida ao Presidente, assinada por 43.000 pessoas, a associação judia Bend the Arc afirma que ele "não é bem vindo, enquanto não denunciar com firmeza o nacionalismo branco" e apela a uma marcha silenciosa em protesto contra a sua vinda.

Kate Rothsteam que participou na redacção da carta afirma "dizemos ao Presidente Trump que não queremos que ele venha a Pittsburgh, antes de renunciar às suas posições abertamente racistas, hostis aos imigrantes e anti-semitas, se ele fizer isso será bem vindo".

Mas em Pittsburgh, a democrata, muitos habitantes recusam politizar esta tragédia, tal é o caso de Stefanie Synan que reside ao lado da sinagoga Tree of Live onde ocorreu o drama que afirma "pessoalmente, acho bom que ele venha, acho que a comunidade precisa do seu apoio, ele é o Presidente e independentemente dele e da sua política, ele é o líder do nosso país e a sua vinda é importante".

Enquanto isso o Presidente Donald Trump ontem através da rede Tweeter respondeu aos que o acusam de alimentar um clima de ódio no país, responsabilisando a imprensa e as fake news pela ira do povo americano.

Entretanto o assassino Robert Bowers foi ontem ouvido pela justiça, confessou os factos e é passível de ser condenado à pena de morte, enquanto isso a rede social Gab próxima da extrema-direita, na qual ele escrevia mensagens anti-semitas, anunciou a interrupção da sua actividade, depois de desde sábado ter encerrado a conta pessoal de Robert Bowers.

Com a colaboração de Anne Corpet, correspondente da RFI nos Estados Unidos.

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