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Arábia saudita

Riade anuncia 5 penas de morte para acusados de matar jornalista Khashoggi

Jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado a 2 de outubro no consulado saudita de Istambul
Jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado a 2 de outubro no consulado saudita de Istambul REUTERS/Osman Orsal

O ministério público saudita pediu hoje pena de morte para 5 sauditas acusados por Riade de terem assassinado o jornalista Khashoggi. Segundo o procurador-geral, o jornalista saudita, Khashoggi, foi assassinado a 2 de outubro no consulado da Arábia saudita, em Istambul. Por seu lado, a Turquia considera insuficientes as explicações avançadas por Riade.

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O Procurador-geral da Arábia saudita, pediu hoje pena de morte contra 5 sauditas acusados do assassínio do jornalista, Jamal Khashoggi, indicou o seu porta-voz.

Segundo o porta-voz, Shaalan al-Shaalan, igualmente, procurador-geral-adjunto saudita, o jornalista Kashoggi, foi assassinado no dia 2 de outubro, no consulado saudita, em Istambul.

Foi uma iniciativa própria do chefe da missão, que não cumpriu as ordens do general, Ahmed al-Assiri, chefe-adjunto da espionagem saudita, que era de levar à força o jornalista ao país.

A Turquia, por seu lado, considera que "as medidas tomadas são positivas mas insuficientes, declarou o chefe da diplomacia turca, Mevllüt Cavusoglu.

"Dizem-nos que Khashoggi, foi assassinado, porque se teria recusado a regressar ao país. Mas, na verdade, o assassínio, como já o tínhamos dito, foi planeado há muito tempo", acrescentou o chefe da diplomacia da Turquia.

"O corpo do jornalista cortado aos bocados, não foi um acto espontâneo. Primeiro, trouxeram as pessoas e as ferramentas necessárias para o assassínio, logo, já tinham tudo planeado como o assassinariam e o cortariam", sublinhou o ministro turco dos negócios estrangeiros, Mevlüt Cavusoglu. 

O presidente turco, Erdogan, afirmou várias vezes que a ordem de matar Khashoggi tinha sido dada "aos níveis mais altos do Estado" saudita.

Recorda-se que o assassínio do jornalista Khashoggi, provocou uma onda de condenação em todo o mundo.

Depois de muitas tergiversações a Arábia saudita, reconheceu que foram altas patentes dos serviços de informações militares, que cometeram o crime, mas sem luz verde do homem forte da Arábia saudita, o Príncipe herdeiro, Mohammed ben Salmane. 

Foram então demitidos Assiri e Saoud al-Qahtani, dois membros da força de segurança especial do príncipe herdeiro, ben Salmane. E hoje, o anúncio de 5 penas de morte, mas ainda, tudo não está claro neste escândalo do assassínio bárbaro do jornalista, Khashoggi.

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