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Interpol: sul-coreano Kim Jong-yang vence russo Prokopchuk

Sede da Interpol em Lyon.
Sede da Interpol em Lyon. JEAN-PHILIPPE KSIAZEK / AFP

A Interpol tem novo presidente. Será o sul-coreano Kim Jong-yang que irá presidir à organização internacional Interpol nos próximos dois anos. O candidato russo, o general Alexander Prokopchuk, que era o grande favorito na corrida, não conseguiu obter a confiança dos 194 estados-membros da organização.

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Alexandre Prokopchuk esteve longe da unanimidade. A Ucrânia e a Lituânia chegaram mesmo a ameaçar sair da Organização Internacional de Policia Criminal (OIPC), habitualmente designado por Interpol, no caso da eleição do general russo. Mas, de facto, foram os americanos que orquestraram uma verdadeira campanha contra Prokopchuk. Numa carta aberta, quatro senadores, democratas e republicanos, tinham apelado os delegados a rejeitar a candidatura russa – por receio de ver a organização internacional a transformar-se num instrumento nas mãos do Kremlin para reprimir a oposição.

O apelo dos senadores teve o apoio do porta-voz do Conselho Nacional de Segurança norte-americano, Garrett Marquis, que no Twitter acusou o governo russo “de abusar dos procedimentos da Interpol para assediar os seus opositores políticos”. Washington que de resto não escondeu o seu “firme apoio” ao candidato sul-coreano.

Um receio confirmado no terreno pelo opositor número um do regime, Alexei Navalny, que denunciou abusos da Interpol na perseguição política que sofre no seu país. Na altura em que Alexandre Prokopchuk era chefe da delegação da Interpol em Moscovo, foram muitas as vezes em que utilizou os meios da Interpol para atingir as vozes críticas do regime.

O Kremlin rejeita todas as acusações e fala de uma “politização inadmissível”. Moscovo denuncia uma “campanha difamatória” contra um candidato de qualidade, que trabalha “exclusivamente nos interesses da comunidade internacional”.

Kim Jong-yang irá presidir a Interpol nos próximos dois anos

O sul-coreano Kim Jong-yang foi hoje eleito presidente da Interpol para terminar o mandato iniciado pelo chinês Meng Hongwei, investigado por suspeitas de corrupção. Kim Jong-yang era já presidente interino da organização.

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