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Indústria Automóvel

Carlos Ghosn afastado da Nissan

O franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn foi detido no Japão por alegadas acusações de desvio de fundos.
O franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn foi detido no Japão por alegadas acusações de desvio de fundos. REUTERS/Regis Duvignau

A marca japonesa, Nissan, afastou da sua liderança o dirigente franco-brasileiro-libanês, Carlos Ghosn, actualmente detido no Japão por alegadas acusações de desvio de fundos. Uma decisão tomada pelos japoneses, enquanto do lado da Renault neste momento não há decisões quanto a um possível afastamento do dirigente lusófono.

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O Presidente do Grupo automóvel Renault-Nissan-Mitsubishi, o franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn continua detido, desde esta segunda-feira 19 de Novembro, no Japão por alegadas acusações de desvio de fundos, no âmbito de uma medida de custódia policial.

Essas acusações têm repercussões a nível financeiro para as três marcas do grupo, bem como para o Estado francês que detém 15% do capital da francesa Renault.

De referir que as primeiras indicações davam conta de suspeitas de fraude fiscal. Segundo as informações da AFP, agência francesa de notícias, Carlos Ghosn terá dissimulado 8 mil milhões de yens, cerca de 62 milhões de euros, às autoridades financeiras japonesas.

Além destes dados, o dirigente lusófono não terá declarado cerca de 30 milhões de euros de mais-valias ligadas às acções que ele possui na bolsa.

As provas acumulam-se contra Carlos Ghosn, acusado também de ter empregado a sua irmã para um trabalho de conselheira, que seria fictício, mas cuja a remuneração anual seria de cerca de 87 900 euros desde 2002.

Para o economista Pascal de Lima, Carlos Ghosn conseguiu excelentes resultados financeiros e queria ir mais longe com uma fusão não desejada pelos japoneses da tripla aliança - Nissan, Renault e Mitsubishi -, por isso neste imbróglio todo, é necessário esperar pela libertação do dirigente franco-brasileiro-libanês para se fazer luz nas acusações apenas levantadas no Japão e não em França.

Até agora Carlos Ghosn foi afastado do Conselho de Administração da Nissan, mas continua no Conselho de Administração da Mitsubishi e é Presidente da Renault.

No que diz respeito ao trio Renault-Nissan-Mitsubishi, grupo que vendeu o maior número de automóveis por ano, tendo destronado os germânicos do Grupo Volkswagen, a aliança franco-japonesa deverá permanecer sem sobressaltos. Recorde-se que a Renault detém 43% da Nissan, enquanto a Nissan detém 15% da Renault e 34% da Mitsubishi. O construtor automóvel francês tem todas as cartas na mão.

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