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Estados Unidos / China

China reclama libertação de responsável da Huawei

Meng Wanzhou, directora financeira e filha do fundador do gigante chinês das telecomunicações, Huawei.
Meng Wanzhou, directora financeira e filha do fundador do gigante chinês das telecomunicações, Huawei. Reuters/Huawei/Handout

A justiça canadiana deve pronunciar-se hoje sobre o pedido de liberdade para Meng Wanzhou, directora financeira e filha do fundador do gigante chinês das telecomunicações Huawei, detida no passado 1 de Dezembro em Vancouver, a pedido dos Estados Unidos que suspeitam esta dirigente de cumplicidade na violação do embargo americano sobre o Irão.

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Antes de se pronunciar sobre a extradição ou não de Meng Wanzhou para os Estados Unidos, a justiça canadiana tem estado a analisar a possibilidade de conceder a liberdade sob fiança da dirigente da Huawei, uma ideia à qual se opôs em audiência na sexta-feira o ministério público, argumentando que ela poderia fugir para a China no intuito de escapar à sua eventual extradição. Por sua vez, a defesa da dirigente da Huawei, 46 anos, reclama a sua libertação invocando problemas de hipertensão da interessada que é acusada pelos Estados Unidos de ter escondido a instituições financeiras americanas os elos entre a sua empresa e filiais que procuravam vender equipamentos ao Irão, apesar das sanções americanas, crimes passíveis de 30 anos de prisão nos Estados Unidos.

Esta detenção que ocorreu na altura em que se estabeleceu uma trégua na guerra comercial que opõe os Estados Unidos à China, trouxe de volta o clima de desconfiança prevalecente nos últimos meses. Um conselheiro financeiro da presidência americana indicou que Trump não tinha conhecimento desta situação quando lançou as bases do seu entendimento com Pequim à margem do G20 na Argentina há um pouco mais de uma semana. Ainda ontem Washington rejeitou a ideia de que esta situação possa poluir as negociações comerciais com a China.

Pequim, contudo, não esconde a sua ira. Para além de reclamar a liberdade imediata para a filha do fundador da Huawei, a China denunciou o tratamento de que a dirigente é alvo, ameaçou o Canadá de medidas de retaliação e exortou os Estados Unidos a voltar atrás no tocante ao seu mandado de captura.

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