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Afeganistão

Mortífero ataque em Cabul

Um membro das forças de segurança defendendo o edíficio governamental atacado ontem em Cabul.
Um membro das forças de segurança defendendo o edíficio governamental atacado ontem em Cabul. REUTERS/Omar Sobhani

Pelo menos 43 mortos, este é o balanço de um dos mais mortíferos ataques ocorridos este ano na capital afegã. Ontem à tarde, depois de um kamikaze fazer-se explodir dentro de um carro armadilhado diante de um edifício albergando vários ministérios no centro de Cabul, um grupo de assaltantes penetrou no recinto e sequestrou um número indeterminado de pessoas durante 7 horas, segundo indicaram as autoridades.

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No começo do assalto, muitos dos ocupantes do edifício conseguiram fugir, alguns chegando mesmo a saltar pela janela, mas uma centena de pessoas acabou por ficar encurralada.

No final do ataque pontuado por explosões, as autoridades descobriram 43 corpos, a maioria das vítimas sendo civis, embora se tenha igualmente contabilizado um polícia morto e pelo menos 4 óbitos entre os agressores, sem contar uns 25 feridos.

Até ao momento o ataque não foi reivindicado, mas o chefe do executivo, Abdullah Abdullah, apontou o dedo aos Talibãs, que por sua vez desmentiram toda e qualquer implicação no sucedido.

Este ataque acontece numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos acaba há dias de anunciar a sua decisão de repatriar pelo menos 5 mil dos 14 mil soldados americanos desdobrados no Afeganistão, uma decisão que suscitou uma onda de pânico no seio do executivo afegão que teme um regresso em força dos talibãs ao poder.

Todavia, ontem, o general Scott Miller, chefe das forças americanas e da NATO no Afeganistão, indicou não ter recebido ordem para retirar tropas do país, e que "por conseguinte, nada mudou".

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