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França/ Referendo

O Referendo de Iniciativa Cidadã poderá ir avante ?

Manifestantes "coletes amarelos" em frente da Ópera, a 15 de Dezembro de 2018, exigem um RIC, "Referendo de Iniciativa Cidadã"
Manifestantes "coletes amarelos" em frente da Ópera, a 15 de Dezembro de 2018, exigem um RIC, "Referendo de Iniciativa Cidadã" REUTERS/Christian Hartmann

O movimento popular dos "coletes amarelos" começou em França, no mês de Outubro, contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, mas tornou-se muito rápidamente um movimento cujas reivindicações são muito mais vastas, e incidem sobretudo na política social e fiscal do governo. O Presidente Emmanuel Macron pede unidade nacional, e tempo para pôr em prática as suas reformas, mas o movimento social continua, por toda a França.  

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Há mais de sete semanas que os manifestantes teimam em ignorar a lei que exige uma autorização prévia para poderem manifestar, e continuam a manifestar nos Campos Elíseos, ao sábado, ou a ocupar rotundas e formar engarrafamentos como forma de protesto.

Outros, tentam organizar manifestações espontânea, com pouca gente, aparecendo aqui e ali, onde menos se espera. O exemplo mais flagrante é o de Eric Drouet, um dos principais instigadores do movimento popular dos “coletes amarelos”, que foi detido na noite de Quarta-feira, perto dos Campos Elísios, em Paris, por estar a organizar uma manifestação não autorizada.

Eric Drouet foi hoje posto em liberdade, e denunciou que a detenção de que foi alvo foi um acto político.

É neste contexto que o Presidente Emmanuel Macron, na sua alocução de fim do ano, a 31 de Dezembro, pediu "a unidade perdida", anunciou  para o dia 10 deste mês o início de várias medidas sociais, um debate nacional, e prometeu o respeito da "ordem republicana, sem complacências".

Uma das principais reivindicações dos "coletes amarelos" é a realização dum referendo de iniciativa cidadã (R.I.C.), que visa a destituição de Emmanuel Macron, ou a dissolução da Assembleia Nacional.

Em entrevista à RFI, António Oliveira, adjunto do Presidente da Câmara de Neuilly Sur Marne, na periferia de Paris, afirma que um referendo não resolverá a situação política que se vive em França.

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