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Estados Unidos

Negoçiações comerciais em Pequim entre Estados Unidos e China

Trump e Xi Jinping, na cimeira G20 de novembro/dezembro de 2018, em Buenos Aires
Trump e Xi Jinping, na cimeira G20 de novembro/dezembro de 2018, em Buenos Aires AFP

Arrancaram hoje em Pequim negociações comerciais entre os americanos e os chineses, com o objectivo de se tentar pôr termo à guerra comercial lançada o ano passado pelo presidente americano Trump, com a sua política de aplicação de taxas alfandegárias a produtos chineses. Houve uma trégua na guerra comercial depois de Pequim ter retaliado e é assim que começam estas negociações.

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Começaram hoje em Pequim, negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, num clima optimista, por parte dos americanos.

A delegação americana é chefiada por Jeffrey Gerrish, representante-adjunto americano do comércio.

Negociações que surgem depois da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, quando o Presidente americano, Donald Trump, decidiu em setembro de 2018, aplicar uma taxa de 10% a mais de 5.700 produtos chineses que entram em território americano.

Pequim, replicou taxando também produtos americanos, mas Donald Trump, ameaçou aumentar a taxa de 10% para 25% em janeiro deste ano, se não houvesse progressos nas negociações.

Entretanto, o presidente americano Trump e chinês, Xi Jinping, avistaram-se na última cimeira de novembro do G20, em Buenos Aires, na Argentina, abrindo caminho à trégua de março, para o arranque destas negociações de Pequim.

Washington pensa ser possível acordo comercial com Pequim  

O chefe da delegação americana em Pequim é Jeffey Gerrish, mas quem dá o tom, com declarações à imprensa é o secretário americano do Comércio, Wilbur Ross.

O secretário americano do comércio, declarou hoje que o braço-de-ferro comercial com a China, prejudica "seguramente" a economia chinesa e que isso já era "esperado".

As taxas alfandegárias suplementares "fizeram certamente muito mal à economia chinesa", afirmou, numa entrevista à cadeia de televisão CNBC, acrescentando que a administração americana não se sentia "nem feliz nem culpada" das consequências.

Wilbur Ross, minimizou ainda, porque equacionado, o abrandamento da segunda economia mundial chinesa. "Os indicadores de 8% de crescimento passaram para 6% ou menos, o que não é uma depressão do tipo dos anos 30", comentou Wilbur Ross.

O secretário americano do Comércio, explicou ainda, que o risco de que a economia americana sofra com a quebra económica chinesa "é muito fraco", sublinhando que "a economia americana é maior do que a chinesa" e que a China exporta muito mais para os Estados Unidos do que o contrário.

É na base destes argumentos, que Wilbur Ross, se mostra optimista, perspectivando mesmo "haver grandes possibilidades de um acordo razoável que convenha tanto à China como aos Estados Unidos", sobre as trocas comerciais.

 

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