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JAPÃO

Japão: Carlos Ghosn continuará preso

Motonari Otsuru, advogado de Carlos Ghosn, em conferência de imprensa em Tóquio, a 8 de Janeiro de 2019.
Motonari Otsuru, advogado de Carlos Ghosn, em conferência de imprensa em Tóquio, a 8 de Janeiro de 2019. REUTERS/Kim Kyung-hoon

No Japão,O Tribunal de Tóquio negou hoje um pedido de libertação do presidente da Renault, Carlos Ghosn.Os advogados do empresário apresentaram ontem um recurso para obter sua liberdade, mas o juiz negou, argumentando o risco de fuga e a possibilidade de alteração de provas.

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A liberdade é ainda uma miragem para o franco-brasileiro-libanês.

Tanto mais que na sexta-feira o gabinete da procuradoria de Tóquio pode mesmo decidir indiciar Carlos Ghosn, agora por abuso de confiança, crime de que ele é suspeito.

Nesse dia expira o prazo da sua custódia policial: o suspeito pode, então, ser ou indiciado, ou solto sem formalização de acusação, ou ainda preso de novo por outro motivo.

Pairam já sobre ele três mandados de captura: ele poderá manter-se preso à espera de julgamento por mais dois meses, período que pode ser prolongado por mais um mês.

Durante a sua detenção o suspeito é submetido a múltiplos interrogatórios, por forma a conseguir uma confissão da sua parte, sem a presença de advogado.

Por outro lado 99% das pessoas que comparecem em tribunal são declaradas culpadas pela justiça.

Ghosn, perante a justiça nesta terça-feira, insisitiu na sua inocência: por ora ele continuará detido em Kosuge, ao norte de Tóquio, numa cadeia de mais de 3 000 presos.

Estes levantam-se pouco antes das 7 da manhã, as luzes são apagadas às 21 e têm direito a três refeições por dia à base de arroz e com 30 minutos de exercício físico.

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