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EUA/Turquia/Síria

Turquia não receia ameaças dos EUA

Mevlut Caviusoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros turco
Mevlut Caviusoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros turco ADEM ALTAN / AFP

O Presidente norte-americano ameaçou a Turquia de "sanções económicas" no caso de Istambul atacar as milícias curdas. O ministro dos Negócios Estrangeiros turco já reagiu afirmando que o país não se deixa intimidar com os recados de Donald Trump.

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"Já o dissemos várias vezes que não nos deixamos intimidar por nenhuma ameaça", declarou esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Caviusoglu. O responsável pela pasta da diplomacia turca acrescentou ainda que ameaçar a Turquia no plano económico não vai resolver nada.

O ministro reagiu assim às ameaças do Presidente norte-americano que, ontem ontem, escreveu na conta Twitter que iria "devastar " a economia turca, no caso de Ancara atacar as milícias curdas da Unidade de Protecção do Povo (YPG). O grupo armado que opera Síria tem o apoio de Washignton, mas aos olhos das autoridades turcas é visto como um grupo terrorista.

Em contrapartida, Mevlut Caviusoglu não emitiu qualquer objecção contra a criação de uma "zona de segurança", opção evocada por Donald Trump. O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que, por várias vezes, a Turquia reclamou a criação de uma zona, de cerca de trinta quilómetros, para proteger a fronteira turca das posições controladas das milícias curdas na Síria, mas até aqui nunca obteve uma resposta.

Recorde-se que, sem precisar calendário, o presidente dos Estados Unidos disse que as forças norte-americanas vão retirar-se da Síria.

Esta manhã de visita ao Iraque, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, garantiu que a França, o segundo maior financiador da coligação Internacional contra o Estado Islâmico, não vai abandonar o combate nem na Síria, nem no Iraque e lamentou a decisão dos Estados Unidos.

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