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Estados Unidos

Compromisso de Trump rejeitado pelos democratas

Presidente americano, Donald Trump, faz proposta para fim da paralisação na administração, mas democratas rejeitam
Presidente americano, Donald Trump, faz proposta para fim da paralisação na administração, mas democratas rejeitam ©REUTERS/Yuri Gripas

O presidente americano, Donald Trump, apresentou, ontem à noite, uma nova proposta de compromisso aos democratas para terminar o bloqueio na administração federal, em troca de fundos para o muro. Num discurso na Casa Branca, Trump, propos, também renovar a autorização de residência dos "dreamers" que chegaram, ilegalmente, aos Estados Unidos, há dezenas de anos. Mas, a democrata, Pelosi, Presidente da Câmara dos Representantes, já rejeitou o compromisso de Trump.

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O discurso de ontem à noite do presidente americano, Donald Trump, era muito esperado, com certos políticos e jornalistas, a pensar que ele ia declarar estado de emergência, para tentar resolver o bloqueio na administração federal e obter fundos para a construção do muro ou barreira de aço na fronteira sul com o México.

Contudo, Trump, que discursou na Casa Branca, apresentou uma proposta de compromisso aos democratas que inclui a suspensão imediata da paralisação na administração federal, ou a prorrogação da autorização de residência dos chamados "dremears", imigrantes que entraram ilegalemente nos Estados Uninos, nalguns casos há 30 anos.

Tudo isto, em troca de obter dos democratas fundos para a construção de um muro ou duma barreira de aço na fronteira sul com o México, para combater a imigração ilegal, entrada de drogas no país e combater uma crise humanitária.

Este acordo de compromisso do chefe da Casa Branca, foi imediatamente rejeitado pelos democratas, na primeira linha, Nancy Pelosi, Presidente da Câmara dos Representantes. 

Democratas rejeitam o acordo de Trump

Pelosi, continua a dizer que um muro na fronteira com o México é "imoral" e que, portanto, nem ela, nem os democratas, estão dispostos a votar fundos para a sua construção.

Volta-se, portanto, à estaca zero, com o braço-de-ferro, entre o Presidente Trump e os democratas, que lideram actualmente a Câmara dos representantes.

Trump, reagiu, na sua conta Twitter, dizendo que Nancy Pelosi, teve uma atitude "irracional" e que se tornou "uma democrata radical" que não está interessada em resolver problemas da imigração ilegal ou da droga, ou ainda combater a crise humanitária na fronteira sul.

O presidente americano, sublinhou, que os democratas, não têm interesse em resolver os problemas dos americanos em geral e dos funcionários que não auferem os seus ordenados na administração federal, há quase 1 mês.

Mas, Trump, repetiu, no seu discurso, que duma "maneira ou doutra" terá os fundos necessários à construção do muro ou da barreira de aço, para garantir a segurança estratégica na fronteira com o México.

O próximo passo, de um lado, é mesmo o presidente americano declarar estado de emergência indo buscar essas verbas na Defesa ou, doutro lado, é Nancy Pelosi e os democratas, avançarem com uma legislação parlamentar que permita o desbloqueio na administração federal?

O Presidente tem prerrogativas constitucionais para declarar, unilateralmente,  estado de emergência. Os democratas têm uma maioria na Câmara dos representantes, mas toda a legislação votada, tem de ser referendada, pelo Senado, onde os republicanos de Trump, dispõem de maioria.

A ver vamos! 

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