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VENEZUELA/UNIÃO EUROPEIA

Eurodeputados tentarão voltar à Venezuela

Juan Guaidó, autoproclamado presidente venezuelano, (centro) em Caracas a 18 de Fevereiro de 2019 numa homenagem a Leopoldo Lopez, opositor preso há cinco anos.
Juan Guaidó, autoproclamado presidente venezuelano, (centro) em Caracas a 18 de Fevereiro de 2019 numa homenagem a Leopoldo Lopez, opositor preso há cinco anos. Reuters

Grupo de eurodeputados da direita pretende ajudar na distribuiçao da ajuda humanitária na Venezuela no próximo sábado, bloqueada até à data na Colômbia. E isto após um primeiro colectivo do Partido Popular Europeu ter sido expulso da Venezuela onde se tinha deslocado neste domingo a convite do presidente autoproclamado Juan Guaidó.

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O governo de Nicolás  Maduro, alega que há vários dias esta recusa tinha sido notificada quanto à entrada dos cinco eurodeputados na Venezuela.

O português Paulo Rangel devia ter integrado esse grupo, mas não conseguiu chegar a Caracas devido a atrasos no seu voo de ligação em Madrid.

Ele conta o que está em causa neste projecto é levar uma ajuda humanitária de emergência e denuncia a atitude de Maduro.

"A situação é desesperante, com muita falta de alimentos e de medicamentos. Os refugiados estão já na casa dos quatro milhões. A população perdeu em média 10 a 11 quilos nos últimos dois anos.

Para além da questão política há claramente uma questão de emergência, do ponto de vista humanitário".

"O governo de Maduro está a condenar a sua população à fome e à míngua, e isso é uma coisa a que não podemos assistir com passividade".

"Não podemos intimidar-nos é com o governo ilegítimo e com o poder usurpado do Maduro e dos seus apoiantes", afirmou Rangel acrescentando que a delegação que foi a Caracas tinha previsto também avistar-se com representantes do governo de Maduro.

A expulsão dos eurodeputados foi criticada pelo autoproclamado presidente Juan Guaidó alegando que Maduro é "um regime isolado e cada vez mais irracional".

Um dos eurodeputados expulsos o espanhol Esteban Gonzalez Pons alegou que a expulsão foi tomada sem nenhum documento que o justifique.

Guaidó é reconhecido como presidente venezuelano por cerca de 50 países, mas a Rússia, a China, a Turquia, o Irão e Cuba, nomeadamente, continuam a apoiar Maduro.

Este último mantém o controlo das fronteiras do país.

Ouça aqui o relato de Paulo Rangel acerca das iniciativas de eurodeputados do Partido popular europeu relativamente à Venezuela.

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