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FUTEBOL

Português da Football Leaks preso na Hungria

Momento da detenção de Rui Pinto em Budapeste, na Hungria, a 16 de Janeiro de 2019 (fotografia da polícia húngara).
Momento da detenção de Rui Pinto em Budapeste, na Hungria, a 16 de Janeiro de 2019 (fotografia da polícia húngara). FOTO AFP / POLÍCIA HÚNGARA

Os europeus prometem colaborar mais na investigação criminal sobre corrupção no futebol. Teve lugar esta terça-feira na Holanda, em Haia, uma reunião da Agência europeia para colaboração em questões judiciais. O caso do português Rui Pinto, detido na Hungria no mês passado após as revelações do Football Leaks, volta à berlinda.

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Portugal tinha emitido um mandado de captura por tentativa de extorsão agravada e roubo de dados em relação a Rui Pinto.

Ele foi capturado em Budapeste, a 16 de Janeiro passado, e vive em regime de pulseira electrónica.

A capital húngara, onde se radicou este nativo de Vila Nova de Gaia, norte de Portugal, desde 2015 e onde vive com a namorada.

Começou por ir para a Hungria por falta de horizontes profissionais, na altura estudava História.

Com cerca de 30 anos ele é fã de Cristiano Ronaldo e do FC do Porto, acabará por ser revelado no mundo inteiro com o nome de John.

Este pirata informático autodidacta criou em 2016 o site internet "Football leaks", com revelações de negócios sujos de clubes de futebol europeu e de craques dos relvados.

Numa altura em que continuam a vir a público dados ventilados por ele a um consórcio de jornalistas de investigação, rede incluindo o semanário português Expresso.

Em Portugal tinham sido noticiados, nomeadamente, a existência de uma série de mails do Benfica, clube da capital, indiciando práticas ilegais.

Anteriormente tinham chegado ao conhecimento público contratos de jogadore e de treinadores do Sporting Clube de Portugal, o outro grande clube lisboeta, e do fundo de investimentos Doyen, baseado em Malta, com práticas controversas na gestão de carreiras desportivas.

Rui Pinto batalha contra a sua extradição para Portugal e falou à imprensa internacional no início do mês.

A Bélgica ou a França estão a trabalhar, no ponto de vista da justiça, com base em documentos por ele revelados.

Os dados deste "whistleblower" estariam a ser passados a pente fino por uma investigação criminal dos procuradores franceses.

O caso não pode deixar de ser referido na reunião do Eurojust, Agência europeia para cooperação em questões judiciais, reunindo 10 países europeus.

O fórum realizou-se em Haia, na Holanda, a 19 de Fevereiro e defendeu maior colaboração internacional na investigação criminal sobre os desmandos no mundo do futebol.

Alexandre Moita é jornalista desportivo no Recorde.

Ele comenta aqui o perfil de Rui Pinto que sectores comparam a Julian Assange ou Edward Snowden que revelaram outros grandes escândalos internacionais.

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