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Reino Unido / União Europeia

Brexit: o suspense continua

A Primeira-ministra britânica Theresa May à saída de Downing Street, em Londres, neste 26 de Fevereiro 2019.
A Primeira-ministra britânica Theresa May à saída de Downing Street, em Londres, neste 26 de Fevereiro 2019. REUTERS/Peter Nicholls

A Primeira-ministra britânica Theresa May anunciou hoje que iria deixar a escolha aos parlamentares sobre um eventual adiamento do Brexit, até agora fixado para o dia 29 de Março, deixando também em aberto a possibilidade de uma saída sem acordo com a União Europeia.

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Estas opções devem analisadas em três tempos. No mais tardar, no dia 12 de Março, Theresa May submete aos parlamentares uma versão revista do acordo de divórcio assinado em Novembro com a União Europeia e já chumbada em meados do mês de Janeiro. Em caso de novo chumbo, no dia a seguir, 13 de Março, os deputados devem ser consultados sobre a possibilidade de sair da União sem acordo. No caso de os parlamentares também recusarem esta hipótese, então no dia 14 de Março, eles serão consultados sobre um adiamento do Brexit.

O adiamento da data de aplicação do Brexit, uma possibilidade prevista no artigo 50 do Tratado de Lisboa, é uma hipótese desde já vista com bons olhos por Bruxelas. Ontem, o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk considerou que "um prazo suplementar seria uma solução racional". Theresa May contudo não esconde a sua oposição a esta possibilidade referindo que, se esta for a opção escolhida, será preferível não estender o prazo para além do mês de Junho porque, caso contrário, os britânicos vão ter de participar nas eleições europeias previstas para finais de Maio.

Reagindo a estes novos desenvolvimentos, o chefe da oposição trabalhista Jeremy Corbyn criticou May por o que qualificou de "negociações caóticas" e, do outro lado do xadrez político, três secretários de Estado escreveram uma tribuna publicada no "Daily Mail" implorando para que seja adiado o Brexit no caso de não ser ratificado o acordo com a União Europeia, para evitar uma saída brutal. Segundo este mesmo jornal, 15 membros do governo estariam dispostos a demitir-se para evitar um cenário de "no deal".

Já no passado fim-de-semana, três membros do governo tinham apelado a um adiamento do Brexit de modo a não "sair de forma desordenada da União Europeia", o que do seu ponto de vista seria prejudicial para a economia britânica.

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