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Hungria/Portugal

Recurso impede extradição de Rui Pinto

Rui Pinto, pirata informático português.
Rui Pinto, pirata informático português. FERENC ISZA / AFP

Rui Pinto, pirata informático, não vai ser extraditado para Portugal por enquanto, visto que vai recorrer da decisão do tribunal metropolitano de Budapeste, na Hungria, que decidiu nesta terça-feira, extraditá-lo para o seu país natal.

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É um caso que não envolve apenas Portugal e a Hungria, mas também toda a Europa. O pirata informático portuense, Rui Pinto, tem estado detido em prisão domiciliária, até esta terça-feira, em Budapeste na Hungria, após um mandado de captura emitido por Portugal. O tribunal metropolitano da capital húngara decidiu validar o pedido português de extradição.

No entanto Rui Pinto interpôs um recurso que tem “efeito suspensivo imediato” da decisão, e vai aguardar em território húngaro o desfecho deste apelo, aliás ele próprio afirmou que ia passar “algumas noites” numa prisão da Hungria.

Ouça as declarações de Rui Pinto à RTP à saída da sala de audiências.

Rui Pinto estava em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Portugal, no âmbito da investigação sobre o acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento 'Doyen Sports', baseado em Malta.

Este pirata informático autodidacta criou em 2016 o site internet "Football Leaks", com revelações de negócios sujos de clubes de futebol europeu e de craques dos relvados.

Rui Pinto vai batalha contra a sua extradição para Portugal. De notar que a Bélgica ou a França estão a trabalhar, no ponto de vista da justiça, com base em documentos por ele revelados.

Os dados deste "whistleblower" estariam a ser passados a pente fino por uma investigação criminal dos procuradores franceses. A França revelou aliás que recebeu cerca de 12 milhões de documentos e que isto representa apenas 10% do que Rui Pinto terá em sua posse.

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