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Venezuela

Europa contra expulsão de embaixador alemão na Venezuela

Embaixador alemão Daniel Kriener que recebeu Juan Guaidó em Caracas, instado a abandonar a Venezuela
Embaixador alemão Daniel Kriener que recebeu Juan Guaidó em Caracas, instado a abandonar a Venezuela REUTERS/Marco Bello/File Photo

Submetido à pressão da comunidade internacional que apoia o auto-proclamado presidente, Juan Guaidó, o presidente em exercício, Nicolas Maduro, contra-atacou ontem dando 48 horas ao embaixador da Alemanha, em Caracas para abandonar o país. Maduro denuncia ingerência do embaixador alemão que recebeu Guaidó em Caracas. 

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A União europeia espera que a expulsão do embaixador alemão, na Venezuela, seja reconsiderada pelo presidente contestado, Nicolas Maduro, que ordenou ontem a expulsão do diplomata alemão, Daniel Kriener, por "ingerência". 

"Lamentamos esta decisão quando a União europeia tem estado atenta à comunicação com todas as partes implicadas, inclusivamente com o governo de Maduro, declarou a porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

O embaixador da Alemanha, Daniel Kriener, que recebeu Juan Guaidó na sua deslocação a Caracas, foi acusado de "ingerência nos assuntos da Venezuela", pelo que as autoridades venezuelanas lhe deram ontem 48 horas para abandonar o país. 

Berlim, considerou ontem que a expulsão do seu embaixador em Caracas "agrava a situação e não contribui para o desanuviamento". O nosso apoio, o apoio da Europa a Juan Guaidó, permanece intacto, declarou o ministério alemão dos negócios estrangeiros. 

Enfim, para a porta-voz da diplomacia europeia, a União europeia continua "profundamente empenhada numa solução pacífica e democrática da crise venezuelana, e exemplo disso, é o grupo de contacto criado e no qual a Alemanha é um membro activo".

A crispação do governo venezuelano é grande porque os Estados Unidos anunciaram também a não concessão de vistos a 77 responsáveis venezuelanos e seus familiares, depois da anulação de dezenas de outras autorizações de vistos, ameaçando ainda "instituições financeiras estrangeiras implicadas em ajudar Maduro e a sua rede de corruptos.

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