Acesso ao principal conteúdo
Estados Unidos

Mueller diz não haver provas de colusão de Trump com a Rússia

Donald Trump, sur le chemin de la Maison Blanche, réagit aux conclusions du rapport du procureur spécial Mueller.
Donald Trump, sur le chemin de la Maison Blanche, réagit aux conclusions du rapport du procureur spécial Mueller. REUTERS/Carlos Barria

O secretário americano para a Justiça, William Barr, divulgou, ontem, um resumo do relatório Mueller, que conclui não haver provas de qualquer conluio da campanha Trump com a Rússia nas eleições presidenciais de 2016. O Presidente Donald Trump, que foi atacado pela imprensa e os democratas durante os 2 anos que durou a investigação, pode reivindicar uma importante vitória política. Mas os democratas continuam a dizer haver coisas escondidas, porque apenas foi divulgado um resumo e não o relatório na íntegra. 

Publicidade

O Presidente americano, Donald Trump, pode hoje respirar mais livremente, depois de ataques dos democratas e da imprensa americana, nos últimos 2 anos, de que tinha tido ajuda da Rússia para ganhar as eleições de 2016.

É que o secretário americano para a Justiça, William Barr, divulgou, ontem, um apanhado do relatório do procurador especial Robert Mueller, que vinha investigando há 2 anos sobre uma alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais americanas, para ajudar Trump, em detrimento de Hillary Clinton.

O documento afirma explicitamente "não haver provas de colusão entre a campanha Trump ou qualquer pessoa próxima da mesma, que tenham tido contactos com o governo da Rússia."

Donald Trump, que todo este tempo, vinha denunciando uma "caça às bruxas", reagiu, ontem, como sempre na sua conta Twitter, escrevendo: " Não houve colusão, não houve obstrução. Há uma total e completa inocência. América em grande!"

Mas, os analistas políticos que conhecem bem o "modus operandi" de Trump e a sua Arte de Negociação, dizem que ele vai entrar em acção, em breve, lançando os seus tuítes fulminantes à imprensa que sempre chamou de "desonesta", mas  também contra os democratas, que nunca aceitaram a sua vitória em 2016.

Donald Trump, vai ainda, lançar-se em pré-campanha, junto do seu eleitorado, para as eleições presidenciais de 2020, insistindo, nesta sua vitória contra tudo e todos e atacando a imprensa forte e feio e os democratas.

Mas, do lado dos democratas, ainda há vozes a reclamar a publicação do relatório na íntegra, porque acreditam, que poderá haver nele matéria, como obstrução da justiça, para continuar a reclamar a destituição do Presidente Trump.

Esta estratégia parece ser suicida porque Trump pode tirar partido do próprio relatório de Robert Mueller, ex-patrão do FBI, na era de Obama e de Hillary Clinton, e que, recrutou para a sua equipa de investigação, apenas procuradores, próximos ou amigos do antigo presidente e sua ex-secretária de estado.

Donald Trump, vai passar ao ataque desencovando a sua versão de colusão entre os democratas e a Rússia, nomeadamente, venda de urânio americano à Rússia, negociada então pelo próprio Mueller, a mando de Obama e Hillary Clinton.

Documentos sobre a investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller que conclui que não houve conspiração da campanha de Trump com a Rússia.
Documentos sobre a investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller que conclui que não houve conspiração da campanha de Trump com a Rússia. REUTERS/Jim Bourg TPX IMAGES
Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.