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Reino Unido

PM britânica pede mais um adiamento do Brexit

Primeira-ministra britânica, Theresa May, pede mais um adiamento do Brexit, olhando para o retrovisor
Primeira-ministra britânica, Theresa May, pede mais um adiamento do Brexit, olhando para o retrovisor REUTERS/Hannah McKay

A primeira-ministra britânica, Theresa May, formulou hoje mais um adiamento do Brexit para 30 junho numa carta enviada ao Presidente do conselho europeu, Donald Tusk. Mas foi dizendo que a saída do Reino Unido poderá acontecer antes desta nova data se o acordo já assinado for ratificado pelo parlamento britânico.  

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Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, formalizou, esta sexta-feira, junto de Donald Tusk, Presidente do Conselho europeu, um novo pedido de adiamento do Brexit para 30 de junho. Uma proposta que já tinha feita a 20 de março, mas rejeitada.

A primeira-ministra britânica precisou, no entanto, na missiva ao Presidente do Conselho europeu que esta data suplementar fica caduca caso a Câmara dos comuns ratifique o acordo que ela negociou com a União europeia.

Especialistas dizem que Donald Tusk, pode, do seu lado, propor um adiamento "flexível" de 1 ano da actual data do Brexit, marcada para 12 de abril, deste ano, o que quer dizer, que poderíamos ir até 12 de abril de 2020.

Mas, se em teoria, o Parlamento britânico, ratificasse o acordo, a data do Brexit, seria, na realidade, 22 de maio, porque haverá entretanto, uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de governo no dia 10 de abril.

Logo, com o Presidente do Conselho europeu, a esticar a margem de manobra até 2020, o mal é dividido pelas aldeias, já que temos eleições europeias em maio e o sistema político britânico teria mais tempo para encontrar uma solução.

Parlamento britânico nega acordo 3 vezes

Recorda-se que o Parlamento britânico já chumbou 3 vezes o acordo de retirada do Reino Unido da União Europeia, negociado por Theresa May.

Theresa May, que, entretanto, já está a negociar com o líder dos trabalhistas na oposição, Jeremy Corbyn, acabou por adoptar o método que Donald Trump lhe aconselhou, em julho de 2018, por ocasião da sua visita oficial a Londres.

A primeira-ministra britânica, numa entrevista, então à BBC, declarava brincando com a sujestão do Presidente americano, que lhe disse para recorrer a todos os estratagemas político-jurídicos europeus, atrasando o Brexit.

Assim, à espera da resposta do Presidente do Conselho europeu a este novo adiamento e a cimeira dos chefes de Estado e de governo, este jogo europeu de poker americano continua.

E tudo é possível: uma guerra política europeia, uma guerra jurídica nos Tribunais europeus, um acordo de Theresa May com os trabalhistas britânicos ou uma revolta dos conservadores, pedindo a demissão da primeira-ministra e eleições antecipadas.

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