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Israel

Netanyahu a caminho de uma nova vitória

Benjamin Netanyahu e a sua esposa, Sara, na sede do Likud em Telavive, na noite de ontem, 9 de Abril de 2019.
Benjamin Netanyahu e a sua esposa, Sara, na sede do Likud em Telavive, na noite de ontem, 9 de Abril de 2019. Thomas Coex/AFP

O Primeiro-ministro cessante de Israel, Benjamin Netanyahu, poderia estar prestes a aceder a um quinto mandato. De acordo com a contagem de 97% dos votos das legislativas de ontem, o seu partido, o Likud, estava creditado com 35 assentos no parlamento, a lista Azul-Branca do seu principal adversário, Benny Gantz, tendo igualmente recolhido pelo menos 35 mandatos. Netanyahu está contudo em melhor postura para recolher uma maioria de 65 dos 120 assentos da Knesset, juntando os seus votos aos sufrágios recolhidos pelas formações de extrema-direita do seu país.

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No total, 67,9% dos eleitores pronunciaram-se ontem, contra quase 72% nas legislativas de 2015. Embora os resultados definitivos sejam esperados no final da semana, faltando ainda contar os votos dos militares, prisioneiros e diplomatas, os equilíbrios de forças que emergiram ontem à noite, aquando da divulgação dos primeiros dados, não deveriam ser alterados. A confirmar-se o cenário de Netanyahu ser chamado a formar um novo executivo, ele deveria tornar-se o chefe do governo com maior longevidade em Israel: aos 69 anos, "Bibi" acumulou 13 anos no poder em Israel, primeiro entre 1996 e 99 e, a seguir, a partir de 2009 até hoje. Neste contexto, durante a sua primeira declaração à nação ontem à noite, Netanyahu não escondia a sua emoção.

"É uma noite de vitória fantástica, fantástica... O Likud cresceu de forma exponencial. Estou muito emocionado que o povo de Israel me tenha concedido novamente a sua confiança pela quinta vez... E uma confiança ainda maior... Tenciono ser o Primeiro-ministro de todos os israelitas, de direita e de esquerda, judeus e não-judeus... Porque tomo conta de todos. Assim é e é assim que vai continuar a ser", declarou o Primeiro-ministro cessante perante uma multidão de apoiantes.

Com uma esquerda laminada, o partido trabalhista tendo passado de 24 a 6 assentos parlamentares, Netanyahu tem estado já em contacto com as formações ultranacionalistas do seu país com vista a reconduzir no poder uma coligação semelhante à cessante, o que não augura eventuais avanços no processo de paz com os palestinianos, tanto mais que durante a campanha, Netanyahu prometeu anexar os territórios palestinianos da Cisjordânia.

Resta contudo uma incógnita: "Bibi" tem estado a ser investigado em casos de corrupção, fraude e abuso de confiança, sendo que a justiça israelita deve decidir até ao 10 de Julho se vai ou não acusá-lo formalmente.

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