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Estados Unidos / Irão

Entrada em vigor do reforço das sanções americanas contra o Irão

Plataforma petrolífera de Soroush no golfo Pérsico.
Plataforma petrolífera de Soroush no golfo Pérsico. REUTERS/Raheb Homavandi

Entrou hoje em vigor o reforço das sanções dos Estados Unidos sobre o sector petrolífero iraniano. Até agora isentos de sanções, oito países entre os quais a China, o Japão, a Coreia do Sul ou ainda a Turquia passam agora, à semelhança do resto do mundo, a ser abrangidos pelas sanções americanas, o objectivo de Trump sendo acabar por completo com a principal fonte de receitas do Irão.

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Embora ainda ontem o Presidente Rohani tenha avisado que Washington não iria atingir o seu objectivo, referindo que o seu país tem meios de exportar o seu ouro negro, ele também admitiu que os Iranianos iriam ter um ano difícil.

O facto é que em termos económicos, desde que os Estados Unidos anunciaram em Maio de 2018 a sua decisão de sair do acordo nuclear com Teerão, a moeda iraniana perdeu logo nessa altura 60% do seu valor, sendo que nos últimos dias perdeu mais 5%. Paralelamente, o preço dos bens de consumo aumentou fortemente e, há dias, informações veiculadas por agências noticiosas de que o preço do combustível poderia aumentar e que inclusivamente a sua aquisição poderia ser condicionada provocou uma onda de pânico, apesar dos desmentidos do governo.

Perante este novo apertar do cerco americano hoje em torno de Teerão, o secretário-geral da OPEP, Mohammed Barkindo declarou que esta organização está determinada em evitar "uma crise energética mundial" e a "permanecer unida". Tal não é contudo a convicção do ministro iraniano do petróleo que tornou ontem a lançar um dedo acusador sobre países que tal como o Irão são membros da OPEP, o Iraque e a Arábia Saudita, por terem declarado poder aumentar rapidamente a sua produção para compensar a eventual diminuição da oferta iraniana.

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