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Economia

O Árctico, o novo Faroeste do planeta

Exploração petrolífera nas margens do Mar de Beaufort, no Alaska (no Árctico).
Exploração petrolífera nas margens do Mar de Beaufort, no Alaska (no Árctico). Getty

Decorre hoje e amanhã na Finlândia a cimeira do Árctico, uma reunião dos chefes da diplomacia dos países que têm fronteira ou uma parte do seu território no espaço Árctico congregados no chamado "Conselho do Árctico", um fórum que abrange 8 países-membros, entre os quais os Estados Unidos e a Rússia, juntamente com outros estados, nomeadamente a China com estatuto de observador. Nesta cimeira estão em questão as implicações económicas induzidas pelo derretimento do gelo naquela zona.

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Nem todos vêem com maus olhos o derretimento do gelo no Oceano Árctico. Apesar do que significa em termos de subida do nível do mar e mesmo em termos de clima e de sobrevivência de espécies de seres vivos, isto representa um manancial económico para os países limítrofes, uma vez que abre uma via comercial marítima entre o Oceano Pacífico e o Atlântico e que oferece a possibilidade da exploração de hidrocarbonetos, riqueza natural abundante naquela zona.

Daí que a concorrência entre as três grandes potências junto a esta zona inexplorada do planeta já se esteja a fazer sentir, a tal ponto que hoje na cimeira Mike Pompeo, Secretário de Estado norte-americano, tenha até denunciado "uma atitude agressiva por parte de Pequim e Moscovo". Ao constatar que "a região tornou-se um espaço de poder mundial e de concorrência", o chefe da diplomacia americana considerou que "o facto de o Árctico ser selvagem não significa que deva ser um lugar sem rei nem roque".

Segundo Mike Pompeo, a China investiu perto de 90 mil milhões de Dólares entre 2012 e 2017 no reforço da sua presença militar naquela região do globo, Pequim não escondendo aliás a sua intenção de colocar a zona do Árctico no mapa das "rotas da seda", o que para Washington, se traduz numa "intenção hegemónica".

Outro alvo das críticas de Pompeo, a Rússia acusada de "acções de provocação", tem vindo a reabrir naquela região bases militares que tinham sido abandonadas depois da queda da URSS.

Ao fazer valer que o seu país está também a reforçar a sua presença militar e os seus equipamentos naquela zona, Mike Pompeo reivindicou para os Estados Unidos um papel de "líder mundial na preservação do ambiente", mencionando nomeadamente que os americanos "vão diminuir mais do que qualquer outro país do Árctico as suas emissões de dióxido de carbono até 2025".

Mais pormenores aqui.

De referir que administração Trump tem vindo até agora a negar a existência de alterações climáticas, o que motivou aliás a saída dos Estados Unidos do acordo sobre o clima assinado em Paris em Dezembro de 2015 por 197 países.

 

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