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Estados Unidos

Google americano corta relações com grupo chinês Huawei

Google americano corta relações com grupo chinês Huawei
Google americano corta relações com grupo chinês Huawei ALAIN JOCARD, CHRISTOF STACHE / AFP

O gigante digital da Internet, Google, acaba de deitar abaixo a ponte que o ligava ao grande grupo chinês das telecomunicações, Huawei. A decisão do motor de busca Google, veio no seguimento do decreto do Presidente Trump da semana passada proibindo empresas americanas que comprar componentes fabricadas na China. Huawei, já reagiu, dizendo que não cederá à pressão de Washington.

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O super-conhecido motor de busca mundial da Net, Google, anunciou ter cortado relações com o gigante das telecomunicações, Huawei, uma decisão dura para o grupo chinês,  que não poderá oferecer aos seus clientes os serviços do Gmail ou Google Mapas.

Google, cujo sistema Android, equipa a imensa maioria dos telemóveis no mundo, tomou esta decisão depois do presidente americano, Trump, ter decretado, a semana passada, que as empresas americanas estavam impedidas de comprar equipamentos do sector chinês das telecomunicações. 

O fundador do Google, foi claro num mail à imprensa: "nós decidimos aplicar o decreto e analisaremos as suas implicações" e relativizou" acrescentando que "para os utentes dos nossos serviços, Google Play  e o sistema de segurança Google Play Protect, continuarão a funcionar nos telemóveis existentes". 

O decreto de Trump, era destinado sobretudo a Huawei, sem o nomear explicitamente e com esta primeira posição duma empresa americana como Google é um segundo solavanco que sacode o grupo chinês. A medida de Google, surpreende certos sectores, inclusivamente, nos meios financeiros.

Mas, Huawei, sempre figurou numa lista de empresas elaborada pela secretaria americana do comércio afirmando que só se pode ter actividades comerciais com empreas americanas após luz verdade das autoridades de Washington.

Trump e Google desferem duro golpe ao Huawei

Um golpe duro para Huawei, que é o segundo fabricante mundial de smartphones, e que está presente em 170 países. Huawei, que é suspeito de espionagem ao serviço da China que contribuiu largamente para a sua expansão mundial.

O fundador e Presidente de Huawei, Ren Zhengfei, reagiu dizendo que não vai ceder à pressão de Washington. No sábado, tinha dito que o decreto de Trump, teria consequências limitadas porque a sua empresa não "violou a lei". 

A verdade é que Huawei, cuja sede é em Shenzen, no sul da China, está muito dependente de fornecedores estrangeiros de semi-condutores, comprando anualmente, cerca de 11 mil milhões de dólares de componentes a fornecedores americanos de um total de 67 mil milhões de dólares de despesas.

Tendo em conta "esta forte dependência", do Huawei em relação ao mercado americano dos semi-condutores e porque outros grupos americanos de micro-processadores Intel, o fabricante de "chips" Qualcomm ou ainda Broadcom, já informaram que cessariam igualmente de fornecer ao grupo chinês, tal vai "obrigar a China a adiar a construção da rede do telemóvel 5G. 

Conclusão: em plenas negociações sino-americanas sobre a guerra comercial, Donald Trump, marca mais um ponto, atacando Huawei, pioneira da nova geração de Internet móvel muito prometedora.

 

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