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INTERNACIONAL

Presidente chinês e norte-coreano reunidos

É a primeira vez em 14 anos que um presidente chinês está de visita à Coreia do Norte
É a primeira vez em 14 anos que um presidente chinês está de visita à Coreia do Norte AFP

Pela primeira vez em 14 anos um presidente chinês está de visita à Coreia do Norte, numa cimeira que pode servir de pressão para o lado de Donald Trump já que Xi Jimping e o presidente norte-americano também se vão reunir nos próximos dias.  

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O presidente chinês, Xi Jinping, chegou com pompa e circunstância ao velho aliado norte-coreano, de quem se afastou devido à desnuclearizacao do país. Mas agora um motivo mais forte – leia-se, Estados Unidos – poderão levar as duas delegacias asiáticas a uma maior aproximação.
 

É que do lado de Pyongyang as negociações com Trump parecem ter chegado a uma encruzilhada. Washington quer um desarmento completo, enquanto Kim Jong-Un prefere abdicar do arsenal nuclear de forma faseada à medida que as sanções da comunidade internacional são retiradas. Ou seja, a cimeira de Fevereiro passado acabou num impasse.
 

A relação entre Pequim e os norte-americanos também já viveu melhores dias. Os aumentos sucessivos das taxas alfandegárias por parte de Trump não permitem antever um fim para a guerra comercial iniciada no ano passado.
 

É por isso que o encontro destes dois dias entre Xi Jinping com Kim Jong-Un está a ser visto como um sinal de que a China pode ter um papel a desempenhar no plano de desnuclearizacão da Coreia, mas também no desenvolvimento económico que Trump prometeu a Kim na tentativa de o convencer.

É que a China é responsável por nada mais nada menos que 90% do comércio exterior norte-coreano. Uma mensagem que Pequim não terá querido deixar passar em branco poucos dias antes do chefe de Estado chinês se encontrar, na cimeira do G20, no Japão, com Donald Trump.

Até porque esta aproximação poderá significar, como sublinha o politológo Arnaldo Gonçalves, especialista em política asiática, o início de uma abertura por parte dos norte-coreanos a um capitalismo de estado. No entanto, no toca à desnuclearizaçao da Coreia, o especialista não prevê progressos.

 

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