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Hong Kong

Hong Kong: projecto está "morto" mas não foi enterrado

A chefe do executivo de Hong Kong pouco antes de anunciar a "morte" do projecto de lei facilitando as extradições para a China, neste  dia 9 de Julho de 2019.
A chefe do executivo de Hong Kong pouco antes de anunciar a "morte" do projecto de lei facilitando as extradições para a China, neste dia 9 de Julho de 2019. REUTERS/Tyrone Siu

A oposição rejeita as declarações da chefe do executivo pro-Pequim de Hong Kong, Carrie Lam, que esta manhã em discurso afirmou que "estava morto" o projecto de lei relativo às extradições para a China continental, mas sem especificar se este será ou não retirado. A oposição denuncia uma "mentira ridícula destinada aos meios de comunicação social estrangeiros" e apela a novas manifestações, bem como a uma retirada massiva do dinheiro do Banco do China, país que até ao momento ainda não reagiu.

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"O projecto de lei está morto" lançou Carrie Lam durante uma conferência de imprensa hoje em que reconheceu que a gestão deste dossier tinha sido "um fracasso total". Este projecto que visa facilitar as extradições de cidadãos de Hong Kong ou estrangeiros para a China continental não foi pura e simplesmente abandonado, foi apenas suspenso no passado mês de Junho sob a pressão da rua. Isto concretamente traduz-se pela possibilidade de ser retomado a qualquer momento durante um ano, até à data de expiração em Julho de 2020.

Por conseguinte, a chefe do executivo de Hong Kong não convenceu, tanto mais que não cedeu sobre as outras reivindicações que entretanto foram aparecendo do lado da contestação que reclama nomeadamente o fim dos ataques às liberdades neste território semi-autónomo ou ainda a demissão de Carrie Lam.

"Não é assim tão simples demitir-se para um chefe do executivo e continuo a ter a paixão de servir o povo de Hong Kong" declarou a responsável antes de responder igualmente pela negativa quanto à ideia de uma amnistia aos manifestantes que são alvo de acções em justiça desde os confrontos com a polícia no passado 12 de Junho. "Qualquer pedido de amnistia nesta fase, seria contrário ao estado de direito" argumentou Carrie Lam que também não deu seguimento à exigência de um inquérito independente sobre presumíveis violências policiais durante as manifestações.

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Neste contexto, a Frente civil dos Direitos do Homem, uma das entidades que tem promovido as manifestações das últimas semanas anunciou a intenção de organizar novas concentrações. Paralelamente, tem também encontrado algum sucesso nos fóruns em linha e outras redes sociais privadas a proposta de retirar colectivamente fundos da Bank of China, um dos quatro principais bancos públicos chineses, de modo a testar a "solidez" desta entidade e manter a pressão sobre o executivo pro-Pequim.

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