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Estados Unidos

Trump multiplica os Tweets polémicos

Dirigindo-se a eleitas da ala esquerda dos democratas, Donald Trump sugeriu que "voltassem para o lugar de onde vêm".
Dirigindo-se a eleitas da ala esquerda dos democratas, Donald Trump sugeriu que "voltassem para o lugar de onde vêm". REUTERS/Carlos Barria

Ontem, numa série de mensagens via Twitter, o Presidente americano atacou, sem designá-las nominativamente, parlamentares de origem estrangeira pertencentes à ala esquerda dos democratas. Ao acusá-las de "pretender ditar como o governo deve ser dirigido", Donald Trump sugeriu que "voltassem para o lugar de onde vêm". Palavras que não deixaram de suscitar vivas críticas do lado democrata.

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Embora não tenham sido claramente designadas, as parlamentares visadas pelos Tweets do Presidente americano, qualificadas de "progressistas" reconheceram-se logo. Alexandria Ocasio-Cortez, eleita de Nova Iorque de origem porto-riquenha, Ilhan Omar, representante do Minesotta oríunda da Somália, Ayanna Pressley, parlamentar afro-americana do Massachussetts ou ainda a primeira congressista de origem palestiniana, Rashida Tlaib, que representa o Estado de Michigan, todas responderam aos ataques de Trump referindo quase em uníssono que "o seu país são os Estados Unidos".

Ao observar que os termos utilizados por Trump "têm a marca dos supremacistas brancos", Alexandria Ocasio-Cortez considerou que Trump faz "resvalar os republicanos para posições abertamente racistas" e que "isto deveria preocupar todos os americanos". Na mesma tonalidade, outros representantes de relevo do lado democrata se expressaram, designadamente Nancy Pelosi, presidente democrata da Câmara dos Representantes, que também acusou abertamente Trump de xenofobia e condenou os seus comentários "visando a dividir a Nação".

Fora dos Estados Unidos, estas declarações também suscitaram reacções de indignação, nomeadamente por parte de Theresa May, a Primeira-ministra britânica que saiu da sua reserva praticamente no fim do seu mandato, qualificando de "inaceitáveis" as declarações de Trump.

Apesar das reacções de condenação e perante um silêncio ensurdecedor do lado republicano, Trump voltou à carga hoje e, numa nova salva de Tweets, exigiu que as referidas parlamentares lhe peçam desculpa a ele, aos Estados Unidos e a Israel "pelas coisas terríveis que disseram". Mais pormenores aqui.

Estes ataques surgem numa altura em que a sua administração anunciou esta Segunda-feira novas restrições para o direito de asilo dos migrantes. Só serão analisados os dossiers daqueles que ao transpor a fronteira mexicana tenham pedido protecção num dos países por onde tenham passado antes de chegar aos Estados Unidos.

A poucos meses de se encetar uma nova campanha para as presidenciais de 2020, a imigração, temática predilecta de Trump na sua campanha de 2016, volta a estar no centro do debate.

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