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França

Ministro francês do Ambiente demitiu-se

François de Rugy, Ministro francês do Ambiente demitiu-se neste 16 de Julho de 2019.
François de Rugy, Ministro francês do Ambiente demitiu-se neste 16 de Julho de 2019. GEORGES GOBET / AFP

Acusado nos últimos dias de esbanjar o dinheiro público em vários artigos publicados na imprensa, François de Rugy, Ministro francês do Meio Ambiente, demitiu-se esta tarde, alegando "precisar defender-se". Neste anúncio feito através da sua conta Facebook, o governante refere igualmente ter apresentado queixa por difamação contra Mediapart, o jornal on-line que fez o essencial das revelações sobre as suas despesas.

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Ainda na passada sexta-feira, François de Rugy declarava "não ter absolutamente nenhum motivo para se demitir", depois do jornal on-line Mediapart ter revelado que tinha oferecido uma dezena de jantares privados com ementa de luxo pagos com fundos públicos na sua residência oficial enquanto foi Presidente do Parlamento, entre 2017 e 2018, seguindo-se uma notícia sobre obras no valor de 63 mil euros na sua residência oficial já enquanto Ministro do Ambiente, para terminar ainda com informações sobre um alojamento com renda preferencial e ainda uma isenção de impostos em 2015.

O acumular destas informações tinham colocado em dificuldade o efémero Ministro Ambiente, que nem chegou a completar um ano no cargo depois do seu antecessor Nicolas Hulot ter igualmente batido com a porta. Ao indicar ter aceitado a demissão de François de Rugy, a presidência referiu tratar-se de "uma decisão pessoal que respeita".

A demissão de François de Rugy, 45 anos, deputado ecologista entre 2007 e 2016, ano em que passa para o grupo socialista, antes de se juntar ao partido do Presidente Macron em 2017, não deixou de suscitar reacções no microcosmo político francês. O partido de esquerda "França Insubmissa" considerou que "foi um Ministro do Ambiente desolador" e entre os ecologistas, comentou-se que "os seus erros, o seu balanço, as suas traições passadas, serão julgados atempadamente". Do lado dos socialistas, notou-se que "a sua posição se tornava insustentável" e para os republicanos, tratou-se de uma decisão "sábia" e "inevitável".

Por seu lado, Edwy Plenel, presidente do Mediapart, considerou que esta decisão foi provocada por um novo inquérito do seu jornal. Com efeito, o jornalista revelou que a sua publicação iria divulgar um novo artigo sobre a utilização pelo doravante ex-ministro dos seus subsídios de mandato durante a época em que foi deputado. Mais pormenores aqui.

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