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HONG KONG

Hong Kong: contestação não esmorece

Hong Kong foi palco a 5 de Agosto de 2019 de desacatos entre manifestantes e a polícia em dia de greve geral.
Hong Kong foi palco a 5 de Agosto de 2019 de desacatos entre manifestantes e a polícia em dia de greve geral. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Em Hong Kong centenas de advogados manifestaram-se hoje em silêncio para apoiar os protestos contra o executivo desta antiga colónia britânica. Numa altura em que a China levou a cabo exercícios anti-motim, no território fronteiriço de Shenzen, envolvendo milhares de polícias.

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Os exercícios em Shenzen envolveram 12 000 polícias e tiveram muito eco nas redes sociais.

Tratou-se do segundo vídeo em menos de uma semana onde se viam forças chinesas a reprimir protestos, no caso deste de Shenzen visava-se proteger a área para os festejos a 1 de Outubro dos 70 anos da fundação do regime comunista.

Hong Kong é desde 1997 uma região administrativa especial chinesa após a transferência de soberania do território de Londres para Pequim.

Os milhares de homens do exército chinês ali estacionados não é suposto intervirem nos assuntos internos.

O chefe do dispositivo lembrou, porém, na semana passada, segundo a agência noticiosa AFP, que a lei os autorizava a intervir para restabelecer a ordem se as autoridades locais fizerem um pedido expresso nesse sentido.

A lembrança da repressão mediática dos protestos de Tiannamen em 1989 em Pequim (centenas ou mesmo mais de um milhar de mortos) deveria pesar, porém, no evoluir da situação em Hong Kong acerca de uma intervenção do poder central.

E isto já que a China não quer ver beliscada ainda mais a sua imagem internacional.

Os protestos em Hong Kong continuam, todavia, desde Junho. Estes eclodiram para se oporem a um dispositivo legal que permitiria extraditar suspeitos para a China popular.

O texto foi abandonado pelas autoridades locais, mas os manifestantes agora exigem a demissão da chefe do governo, Carrie Lam. Esta obteve o apoio da China popular até ao momento.

Jason Santos, professor de português nesta agora região administrativa especial chinesa, admite ter havido agora um número avultado de detenções à margem da greve geral desta segunda-feira: uma mudança de postura das autoridades.

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