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Trump visita El Paso e Dayton

Os moradores de El Paso reúnem-se três dias depois do tiroteio na cidade de El Paso, no sul do Texas.
Os moradores de El Paso reúnem-se três dias depois do tiroteio na cidade de El Paso, no sul do Texas. REUTERS/Callaghan O'Hare

O Presidente norte-americano vai a Dayton e El Paso, duas cidades atingidas por sangrentos tiroteios este fim-de-semana. Muitos habitantes de El Paso opõem-se à visita de Donald Trump e culpam-no de provocar tensão racial com sua retórica.

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Donald Trump tem esta quarta-feira, 7 de Agosto, uma difícil viagem em Dayton (Ohio) e El Paso (Texas), duas cidades atingidas no fim-de-semana por assassínios em massa que tiraram a vida a 31 pessoas.

O Presidente norte-americano é acusado por uma parte dos democratas de provocar tensões raciais que levaram um jovem branco de 21 anos a atacar a população maioritariamente hispânica da cidade, localizada na fronteira com o México.

Segunda-feira, durante uma breve intervenção na Casa Branca, durante a qual erroneamente localizou o tiroteio de Ohio em Toledo, em vez de Dayton. Donald Trump convidou os norte-americanos a "condenar com uma só voz o sectarismo e supremacia branca ". Um compromisso em desacordo, no entanto, com a virulenta retórica favorecida pelo magnata imobiliário desde a sua entrada na política em Junho de 2015.

Desde que Donald Trump lançou a sua campanha à Presidência em 2015, em muitos dos seus discursos, chamou os imigrantes mexicanos de "traficantes" que levam "drogas" e "crime" para os Estados Unidos. Em 2018, denunciou as caravanas procedentes da América Central como uma "invasão".

O responsável local do Partido Republicano, Adolpho Telles, manifestou-se mais cauteloso face à vista do chefe da Casa Branca, cujas "boas ideias" não são "sempre acompanhadas" de frases "apropriadas".

O antigo representante eleito do distrito que inclui El Paso e democrata que vai participar nas primárias democratas de 2020, Beto O'Rourke também declarou publicamente que o Presidente norte-americano não é bem-vindo.

Mergulhados no luto pela tragédia do último fim-de-semana, muitos habitantes de El Paso opõem-se à visita do Presidente norte-americano. Levantam-se dúvidas quanto à sua determinação para lutar contra o extremismo.

A determinação de Trump em combater o extremismo continua a ser questionada por parte da população. O antigo Presidente democrata Barack Obama optou por se pronunciar na segunda-feira para apelar à rejeição - mas numa nomear directamente o seu sucessor - dos discursos que tendem a "normalizar" o racismo.

Do lado de fora da loja Walmart, onde aconteceu o tiroteio em massa, várias cruzes lembram as 22 vítimas. Pouco a pouco, a homenagem improvisada de flores, balões, velas e bandeiras de Estados Unidos e México vai ganhando cada vez mais espaço.

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