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Irmão de Lobo Antunes estreia-se no cinema

Áudio 07:23
Miguel Lobo Antunes, actor principal no filme Technoboss do português João Nicolau, em competição no Festival de cinema de Locarno.
Miguel Lobo Antunes, actor principal no filme Technoboss do português João Nicolau, em competição no Festival de cinema de Locarno. Festival de cinema de Locarno

O filme "Technoboss", do realizador português João Nicolau, é, na verdade, toda uma película assente num actor sobre o qual tudo recai. Trata-se de Miguel Lobo Antunes que, na vida real, não é actor mas um jurista já reformado de setenta anos. 

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Irmão do célebre escritor António Lobo Antunes e ligado também ao mundo artístico, Miguel Lobo Antunes foi contatado pelo realizador português João Nicolau, que não encontrava o actor ideal para o filme. Acabou por aceitar fazer um teste e foi seleccionado.

Ele próprio conta esta aventura:

"Mal sabia que entrava numa aventura estafante, pois as preparações e filmagens eram longas, já que eu seria a espinha dorsal do filme e ainda deveria cantar." 

Technoboss foi muito bem recebido pela crítica e pelo público em Locarno e, segundo os críticos, poderá até ganhar algum prémio.

"Não sou actor, não sou cantor", diz Miguel Lobo Antunes, "e ao ser escolhido pelo João Nicolau não tinha consciência da dificuldade do papel, pois praticamente estou em quase todas as cenas do filme. Embora bastante ajudado pelo João Nicolau. Foi um enorme esforço, mesmo esgotante, que tive de fazer. O director musical do filme, Luis Martins, é que me ensinou a cantar, pois há muitas canções que eram difíceis para mim. Com  minha idade, setenta e um anos, fazer isso foi inacreditável."
"O cinema em Portugal não é comercial, mas há sempre bons filmes e é inédito haver três filmes portugueses na competição internacional em Locarno. O cinema português não tem muito público nas salas, tem um circuito próprio de distribuição e nada a ver com o cinema americano. Temos realizadores muito interessantes que fazem filmes bem diferentes de outras partes do mundo. As condições de produção ajudam o cinema português, pois tem o apoio do Estado e não precisa se preocupar com a bilheteira. Isso ajuda muito a liberdade criativa".

Confira aqui a entrevista de Miguel Lobo Antunes com Rui Martins, a partir do Festival Internacional de Cinema de Locarno.

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