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BRASIL

Amazónia: Bolsonaro reitera acusações contra ONG

Zona de Humaita, na Amazónia, no Brasil, em chamas a 17 de Agosto de 2019.
Zona de Humaita, na Amazónia, no Brasil, em chamas a 17 de Agosto de 2019. REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente brasileiro afirmou nesta quinta-feira que as maiores suspeitas dos incêndios que devastam a floresta amazónica são as organizações não governamentais. Jair Bolsonaro acusou, porém, a imprensa de ter deformado as suas declarações.

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Jair Bolsonaro alegou ser "incrível" o que escrevem os jornais ao relatarem as suas declarações atribuindo a responsabilidade dos incêndios que devastam a Amazónia, grande pulmão da Terra, às organizações ambientalistas por estas terem perdido verbas para o seu funcionamento.

Dinheiro que proviria, por exemplo, do Fundo Amazónia, cujos financiamentos foram suspensos pela Alemanha e pela Noruega devido ao agravamento da desflorestação no Brasil.

O próprio executivo de Brasilia reduziu substancialmente as ajudas a estas ongs.

O chefe de Estado brasileiro alegou na redes social Facebook que a imprensa passa o seu tempo a inventar histórias e afirmou que o seu governo não tinha meios para lutar contra os incêndios na floresta amazónica.

O Instituto nacional de pesquisas espaciais (INPE) alega ter registado 72 843 incêndios na floresta amazónica desde o início do ano, um aumento de cerca de 83% em relação ao ano anterior, um recorde desde o início dos registos em 2013.

A desflorestação aumentou em 67% ao longo dos 7 primeiros meses de 2019 denuncia esta instituição.

Marcio Astrini, director de políticas da ong ambientalista Greenpeace Brasil denuncia o que qualifica de acusações "irresponsáveis" e "ilegais" da parte do presidente do Brasil, sem quaisquer provas.

Astrini alega que Bolsonaro não assume a sua responsabilidade da política do presidente brasileiro na desflorestação cuja consequência são "os incêndios". "Se tem um mandante de tudo isso, se tem um culpado de tudo isso é o próprio presidente da república", afirma ele.

Para este responsável da Greenpeace Brasil a situação actual na Amazónia é "extremamente preocupante", com os "criminosos ambientais" a se sentirem "encorajados" pelas autoridades.

O presidente tem-se concentrado "em atacar quem luta pela floresta e em proteger quem destrói a floresta", rematou Marcio Astrini.

 

 

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