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Brasil/Bolívia

Amazónia: o pulmão verde do planeta está a arder

Incêndios na Amazónia
Incêndios na Amazónia REUTERS / Bruno Kelly

A Amazónia está a arder e a devastar o pulmão verde do planeta: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registou quase 2.500 incêndios em 48 horas em todo o Brasil, num total de 75.336 entre Janeiro e 21 de Agosto.

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Segundo o INPE a amplitude dos incêndios no Brasil, aumentou de 84% em relação a 2018 e só neste mês de Julho aumentou de 278% el relação ao ano anterior, com mais de metade registados na Floresta Amazónica, quando o país está apenas no inicio da estação seca, que vai até outubro.

Até ao momento os Estados mais atingidos são Pará, Mato Grosso, Rondônia, Acre, alguns pontos do Maranhão e do Mato Grosso do Sul, provocando danos irreparáveis na biodiversidade e ameaçando as populações indígenas e não só.

Esta quarta-feira (21/08) o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro acusou sem provas as ONGs de provocarem os incêndios em retaliação ao fim dos subsídios.

Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil da presidência, acusa a Europa de propagar falsas informações e de pretender utilisar os incêndios como pretexto para limitar as exportações agrícolas brasileiras.

A antiga ministra brasileira do meio-ambiente Marina Silva afirma por sua vez que a situação "está fora de controlo".

Argentina e Chile já ofereceram ajuda ao Brasil e à Bolívia para combater os incêndios

Na Bolívia a situação é também devastadora: arderam 744.000 hectares e 1.817 famílias foram atingidas pelo fogo na região de Chiquitania, no leste do país.

As chamas afectaram também a região norte do Paraguai e o leste do Peru.

A Venezuela que também possui floresta amazónica ofereceu a sua "modesta ajuda" no combate aos incêndios e o governo de Nicolas Maduro expressou a sua "profunda preocupação" com a situação na região.

Emmanuel Macron

"A nossa casa queima literalmente, a Amazónia, o pulmão do nosso oxigénio, está em chamas, é uma crise internacional" escreveu o Presidente francês no twitter, pouco depois de na mesma rede social o secretário-geral da ONU António Guterres ter escrito estar "profundamente preocupado", expressão reiterada esta sexta-feira pela Comissão Europeia.

Esta sexta-feira dezenas de pessoas manifestaram frente à embaixada do Brasil em Paris contra o Presidente Jair Bolsonaro e a sua atitude face aos incêndios na Amazónia. 

O presidente francês alega que o seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro lhe mentiu sobre a questão ambiental durante a cimeira do G20 em Osaka e promete opor-se ao Acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, tendo já para tal o apoio da Irlanda.

Esta quinta-feira (22/08) o Presidente francês propôs que a "crise internacional" provocada pelo incêndio da floresta amazónica, seja uma prioridade na cimeira do G7 que começa este sábado (24/08) na estância balnear de Biarritz, no sudoeste da França, propósito apoiado esta sexta-feira (23/08) pela chanceler alemã Angela Merkel que considerou a "situação urgente" para o mundo.

A cimeira vai decorrer entre 24 e 26 de Agosto precisamente sob o lema "luta contra as desigualdades sociais e contra as alterações climáticas", Jair Bolsonaro acusou por sua vez Macron de ter uma "mentalidade colonialista" e de querer "instrumentalisar" os incêndios na Amazónia para "ganhos políticos pessoais".

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