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G7: 20 Milhões de Dólares para a Amazónia e uma polémica

O presidente da França, Emmanuel Macron e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante uma cimeira do G20 em Osaka no passado mês de Junho.
O presidente da França, Emmanuel Macron e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante uma cimeira do G20 em Osaka no passado mês de Junho. Jacques Witt / POOL / AFP

Esta tarde marca o fim da cimeira do G7 em Biarritz, no sudoeste de França, uma cimeira dominada pela guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, a questão do nuclear iraniano e os incêndios na floresta amazónica com o desbloqueamento de ajuda urgente para os países afectados.

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Num primeiro balanço esta tarde, referindo-se à questão do nuclear iraniano, o Presidente francês considerou que "foram criadas as condições para um encontro e um acordo entre o Presidente americano e o seu homólogo iraniano", o Presidente Trump tendo por sua vez declarado aceitar um encontro "desde que estejam criadas as condições".

Relativamente à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, Emmanuel Macron declarou que "os dirigentes do G7 concordaram em alterar as regras do comércio internacional" e quanto aos incêndios na Amazónia, questão que dominou largamente as atenções, o Presidente francês anunciou que os países do G7 iriam desbloquear um envelope de pelo menos 20 milhões de Dólares para ajudar os países afectados pelos fogos no "pulmão do planeta", Macron tendo ainda referido encarar a mesma possibilidade para os países da África subsariana actualmente também flagelados por incêndios florestais.

Ao anunciar que o G7 disponibiliza imediatamente "ajuda aos países amazónicos que dêem a conhecer as suas necessidades", o Presidente francês não deixou de evocar a polémica entre o seu país e o Brasil, por ter imposto na agenda da cimeira a questão da desflorestação da Amazónia, o que valeu a Emmanuel Macron o epíteto de "colonialista" por parte do seu homólogo brasileiro, sendo que ontem este último validou comentários insultantes nas redes sociais sobre a esposa do Presidente francês, enquanto um membro do governo brasileiro tratava Macron de "cretino oportunista".

Um panorama perante o qual o interessado não ficou calado. "Houve, sem dúvida, três mal-entendidos com o Presidente Bolsonaro" admitiu o Presidente francês antes de declarar "Ouvi-o uma primeira vez dizer, de mão sobre o peito, "Vou tudo fazer pela reflorestação e os acordos de Paris" para podermos assinar o compromisso com o Mercosul. Quinze dias depois, ele fazia o contrário ao demitir cientistas. Podemos considerar que ele não me disse a verdade."

Continuando a enunciar a sua lista de "mal-entendidos", o Presidente francês referiu que "Algumas semanas depois, o Presidente Bolsonaro teve uma marcação urgente com o cabeleireiro na altura em que era suposto receber o Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros. Em seguida, ontem, ele considerou que era uma boa ideia que o seu ministro proferisse insultos contra mim e ele próprio fez comentários extraordinariamente desrespeitosos acerca da minha esposa".

Algo perante o qual Emmanuel Macron considerou que "é triste antes de mais para ele e para os brasileiros" antes de rematar referindo pensar que "os brasileiros que são um grande povo, têm alguma vergonha de ver estes comportamentos. Eles esperam de um Presidente que ele se comporte de forma correcta com os outros. E como tenho muita amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham rapidamente um Presidente que se comporte à altura", acrescentou Macron. Mais pormenores aqui.

Do outro lado, o Presidente brasileiro não tardou em responder via Twitter: "Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazónia, nem que disfarce as suas intenções atrás da ideia de uma "aliança" dos países do G-7 para "salvar" a Amazónia, como se fôssemos uma colónia ou uma terra de ninguém." Pouco depois, Jair Bolsonaro ainda acrescentou que "Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado."

Enquanto isso, na Amazónia, apesar da mobilização de meios materiais e humanos no combate aos gigantescos incêndios, as chamas continuam a progredir. De acordo com as autoridades brasileiras, entre Sábado e Domingo, foram registados mais de mil novos incêndios.

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