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Reino Unido

Brexit: classe política britânica em ebulição

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. REUTERS/Peter Nicholls

O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ameaçou excluir os deputados conservadores que se aliarem à oposição para impedir uma saída sem acordo da União Europeia. Amanhã, a Câmara dos Comuns retoma os trabalhos parlamentares antes da sessão ser suspensa na próxima semana até 14 de Outubro por decisão do Primeiro-ministro no que é visto como uma tentativa de deixar os deputados sem tempo para se oporem a um "no deal" a poucos dias da entrada em vigor do Brexit, previsto para o dia 31 de Outubro. 

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Numa altura em que o microcosmo político britânico é agitado por rumores -já desmentidos pelo executivo- de que Boris Johnson poderia convocar já na Quarta-feira legislativas antecipadas ainda em Outubro, no intuito de confortar a sua fraca maioria parlamentar, o Primeiro-Ministro britânico convocou esta tarde uma reunião de urgência dos membros-chave do seu executivo em vésperas da curta reabertura dos debates parlamentares.

Efectivamente, os eleitos que se opõem ao projecto abertamente privilegiado pelo governo de Boris Johnson de optar pelo "No deal" dispõem de pouco tempo, até ao 9 de Setembro, dia da suspensão por 5 semanas dos debates, para encontrarem uma alternativa. Estes eleitos da oposição, mas também alguns pertencentes à maioria, nomeadamente Phillip Hammond, antigo ministro das finanças, encaram a possibilidade de votar neste curto espaço de tempo um texto impondo um novo adiamento do Brexit, até ao 31 de Janeiro de 2020, no caso de não se alcançar acordo.

Mas Boris Johnson que ameaça de exclusão os "rebeldes do seu campo" já deixou claro que "se os parlamentares votarem a favor de um novo adiamento do Brexit, toda e qualquer negociação será impossível". A este respeito Johnson referiu ainda acreditar nas "possibilidades" de se alcançar um acordo.

Por sua vez, ao apelar à união dos seus com outro partidos para "afastar o país do precipício", o chefe dos trabalhistas na oposição não excluiu a hipótese de uma moção de censura contra o governo, Jeremy Corbyn considerando que "esta semana poderia ser a da última oportunidade".

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