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Hong Kong

Hong Kong: greve geral e ameaças ao regime "1 país 2 sistemas"

Estudantes protestam frente à Universidade China de Hong Kong 2/09/2019
Estudantes protestam frente à Universidade China de Hong Kong 2/09/2019 REUTERS/Tyrone Siu

Em Hong Kong hoje é o primeiro de dois dias de greve geral e o início de um boicote às aulas que deve durar duas semanas, desde Junho foram detidas mais de 1000 pessoas, 159 só este fim-de-semana durante violentos confrontos com a polícia.

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Em Hong Kong apesar da greve geral de dois dias com inicio esta segunda-feira (2/09) a cidade está calma, apesar da tentativa de bloqueio dos acessos ao metroplitano, o que foi impedido pela polícia anti-motim, milhares de estudantes vestidos de preto - a cor usada nos protestos - fizeram cadeias humanas frente aos liceus e universidades e decidiram boicotar o inicio do ano lectivo e as aulas durante duas semanas, enquanto os enfermeiros desfilaram nos corredores dos hospitais com dísticos exigindo democracia.

Isto depois de um fim de semana violento, com milhares de manifestantes nas ruas - apesar da proibição - alguns radicais incendiaram barricadas perto da principal esquadra de polícia e semearam o caos, lançando cocktails molotov tentando roubar armas à polícia, que e pela primeira vez disparou dois tiros de aviso, além de gases lacrimogéneos e canhões de água, foram detidas 159 pessoas e 30 outras feridas.

Os manifestantes pretendem pressionar o governo de Carrie Lam a ceder e retirar o projecto de lei que permite a extradição para a China continental de cidadõs suspeitos - apresentado em Abril mas que até agora foi apenas suspenso.

Mas as reivindicações incluem agora também a autonomia, a libertação de todos os manifestantes detidos desde o inicio da vaga de protestos em Junho, denunciam o recuo das liberdades e a ingerência crescente da China, que estacionou tropas na cidade vizinha continental de Shenzen, numa manobra intimidativa contra os manifestantes, que consideram que o regime especial de que gozam "um país dois sistemas" está a ser posto em causa.

A antiga colónia britânica vive desde há três meses a mais grave crise política desde a retrocessão à China em 1987 e a chefe do governo Carrie Lam admite outorgar-se poderes reforçados, para fazer face à situaçao de emergência que se vive no território semi-autónomo.

Desde Junho que o número de turistas baixou significativamente em Hong Kong, onde os hóteis e comércios registam quedas no seu volume de negócios e a bolsa de Hong Kong perdeu só este fim de semana 1,4%.

Um desafio sem precedentes para o Presidente Xi Jinping, no poder desde 2012 e que acusa algumas potências estrangeiras e sobretudo os Estados Unidos de instigarem o movimento de contestação e ameaçou intervir para pôr termo à crise em Hong Kong.

Por sua vez o Presidente Donald Trump afirma que o impasse comercial entre os Estados Unidos e a China vai forçar Pequim a adoptar uma atitude mais moderada em relaçao a Hong Kong.

Este domingo (1/09) os Estados Unidos impuseram taxas alfandegàrias de 15% a cerca de 125 mil milhões de dólares de importações chinesas até agora isentas e a China retaliou imediatamente com aumentos de 5 a 10% sobre 75 mil milhões de dólares de produtos importados dos Estados Unidos, incluiundo petróleo, mais um passo na escalada da guerra comercial entre as duas maiores potências mundiais.

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