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Hong Kong

Executivo de Hong Kong retira definitivamente lei da extradição

Depois de 13 semanas de manifestações marcadas pela violência, a chefe do executivo de Hong Kong anunciou a retirada defintiva do seu polémico projecto de lei de extradição.
Depois de 13 semanas de manifestações marcadas pela violência, a chefe do executivo de Hong Kong anunciou a retirada defintiva do seu polémico projecto de lei de extradição. REUTERS/Ann Wang

A dirigente do executivo de Hong Kong fiel a Pequim, Carrie Lam, anunciou hoje a retirada definitiva do polémico projecto de lei facilitando a extradição de suspeitos rumo à china que foi o rastilho para a mais grave crise jamais atravessada por aquele território desde a sua retrocessão à China em 1997.

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Depois de ter sido apenas suspenso em Junho, o que não impedia o executivo de colocar este dossier novamente na agenda no prazo de um ano, o polémico projecto de lei do governo fiel a Pequim deveria ser definitivamente enterrado durante a próxima reunião em Outubro do Conselho Legislativo, o parlamento local.

Ao lamentar "as violências dos últimos meses que abalaram as fundações da sociedade de Hong-Kong", Carrie Lam confirmou que "o governo vai formalmente retirar este projecto de lei no intuito de dissipar totalmente os receios", a chefe do governo local emitindo ainda a esperança de que "este anúncio ajude a sociedade a avançar".

Todavia, não está garantido que este anúncio seja suficiente para a apaziguar os ânimos. À retirada do controverso projecto de lei, vieram juntar-se com o passar dos meses outras reivindicações. O movimento de contestação passou agora a também exigir que se deixe de qualificar juridicamente de "motins" as manifestações dos últimos meses, que se libertem todos os manifestantes presos, um inquérito independente sobre as violências policiais, assim como eleições livres e democráticas.

"Demasiado pouco, demasiado tarde" esta foi entretanto a reacção nas redes sociais de Joshua Wong uma das figuras na dianteira do movimento de contestação. No mesmo sentido, Cláudia Mo, eleita pro-democracia também comentou que "o mal está feito" antes de considerar que a chefe do executivo de Hong Kong "está a tentar apagar um incêndio florestal com uma mangueira".

Refira-se por outro lado que Pequim que tem em diversas ocasiões afirmado o seu apoio a Carrie Lam, desmentiu ainda ontem informações segundo as quais esta última teria apresentado a sua demissão e que esta teria sido recusada pelas autoridades chinesas. Mais pormenores aqui.

 

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