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Afeganistão

Novo atentado-suicida em Cabul causa 10 mortos

Veículos danificados na sequência do atentado-suicida em Cabul neste dia 5 de Setembro de 2019.
Veículos danificados na sequência do atentado-suicida em Cabul neste dia 5 de Setembro de 2019. Reshad Sharifi via REUTERS

A capital do Afeganistão foi novamente palco de um atentado suicida que causou pelo menos 10 mortos, entre os quais dois militares, um americano e um romeno, bem como 42 feridos. Este ataque com carro armadilhado reivindicado pelos talibãs segue-se a um primeiro na segunda-feira que causou 16 mortos, também ele com assinatura dos talibãs, num momento em que estão prestes a finalizar um acordo com os Estados Unidos para a retirada progressiva das tropas americanas do país.

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O ataque com carro armadilhado aconteceu esta manhã em Shash-Darak, bairro de Cabul teoricamente considerado seguro. Ao reivindicar o ataque, via Twitter, os talibãs afirmaram que visava "invasores estrangeiros" e que tinha morto "12 invasores e 8 membros da Direcção Nacional da Segurança". Este ataque acontece pouco depois de os mesmos talibãs reivindicarem outro atentado suicida ocorrido igualmente na capital na segunda-feira no qual morreram 16 pessoas.

Estes ataques acontecem numa altura em que tanto os talibãs como os Estados Unidos afirmam estar perto de um acordo que poderia colocar termo a 18 anos de conflito. Segundo analistas, a estratégia dos talibãs consiste em aumentar a pressão sobre os americanos precisamente nesta altura crucial.

Segundo primeiros elementos relativos às negociações nas quais o governo afegão não está representado, o projecto de acordo de paz entre os Estados Unidos e os talibãs prevê a retirada progressiva, no prazo de 135 dias, de cinco bases nas quais o exército americano está presente. Na sequência dessa primeira etapa, permaneceriam 8600 soldados no país, contra 13 a 14 mil actualmente. Em troca, os talibãs estariam dispostos a impedir toda e qualquer actividade terrorista no país e também encaminhar um diálogo com o actual governo. Uma perspectiva que todavia não inspira confiança ao governo que receia um eventual recuo dos talibãs depois de os americanos cumprirem a sua parte desse hipotético acordo.

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