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Hong Kong

Hong Kong: cordão humano solidário com contestatários

Liceais formaram um cordão humano em Hong Kong em solidariedade com os contestatários, neste dia 9 de Setembro de manhã.
Liceais formaram um cordão humano em Hong Kong em solidariedade com os contestatários, neste dia 9 de Setembro de manhã. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

Centenas de estudantes liceais, em uniforme escolar e máscaras a tapar o rosto, formaram um cordão humano em vários bairros de Hong Kong em solidariedade com o movimento de contestação antigovernamental.

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Este protesto silencioso organizado esta manhã antes das aulas, ocorreu depois de o Governo de Hong Kong condenar o “comportamento ilegal de manifestantes radicais” e alertar os governos estrangeiros para “não interferirem de forma alguma nos assuntos internos” desse território, em referência às tomadas de posição assumidas nomeadamente pelos Estados Unidos, cujo Presidente foi destinatário de um pedido de ajuda da parte dos milhares de manifestantes que desfilaram ontem na cidade reclamando apoio para que seja "libertada" a região administrativa especial.

Apesar de ter anunciado na semana passada o enterro definitivo do seu polémico projecto de lei visando a facilitar a extradição de suspeitos para a China, projecto que tinha motivado num primeiro tempo a onda de contestação patente desde Março, o executivo de Carrie Lam continua a enfrentar uma forte oposição, com os manifestantes a reclamarem agora, entre outras reivindicações, eleições democráticas e um inquérito independente sobre as violências policiais.

Detido ontem e entretanto rapidamente solto contra o pagamento de uma caução, o militante pro-democracia Joshua Wong, 22 anos, um dos rostos da contestação, anunciou hoje que está a caminho da Alemanha onde deveria avistar-se com responsáveis políticos e apelar para que este país ponha um termo às suas negociações comerciais e à venda de armas para Hong Kong e a China "até que os Direitos Humanos sejam inscritos na ordem do dia". Mais pormenores aqui.

Refira-se desde já que segundo o executivo de Hong Kong, a antiga colónia britânica está ameaçada de recessão pela primeira vez em dez anos, com um dos seus sectores-chave, o turismo, a registar uma queda de 40% entre Agosto de 2018 e Agosto de 2019.

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