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Brasil / França

Em Paris, Dilma Rousseff lança farpas contra Bolsonaro

A ex-presidente Dilma Rousseff durante o debate na "Fête de l'Humanité" no Sábado 14 de Setembro 2019 nas imediações de Paris
A ex-presidente Dilma Rousseff durante o debate na "Fête de l'Humanité" no Sábado 14 de Setembro 2019 nas imediações de Paris RFI/Marcos Fernandes

A antiga Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, participou no Sábado na "Fête de l'Humanité", evento organizado pelo jornal comunista L’Humanité em La Courneuve, nas imediações de Paris. Durante o muito esperado debate em que participou, Dilma Rousseff denunciou a situação vigente no seu país desde a chegada de Jair Bolsonaro no poder, em particular a permanência do antigo Presidente e figura proeminente do PT, Lula da Silva, na prisão.

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Ao qualificar esta situação de "muito grave", a antiga Presidente do Brasil considerou que "se é possível prender e condenar um ex-Presidente que tem a liderança do Lula, tudo é possível para qualquer pessoa." Todavia Dilma Rousseff disse acreditar que "será muito difícil manter perante o mundo e perante a visão do povo brasileiro o Lula preso."

Durante a sua participação na "Fête de l'Humanité" a antiga Chefe de Estado também se referiu a outro aspecto bastante comentado nas últimas semanas, os ataques do Presidente brasileiro e membros do seu executivo contra a Primeira-dama Francesa durante e depois da cimeira do G7, bem como contra a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e antiga chefe de Estado chilena, Michelle Bachelet, após esta última ter emitido críticas à actual política de Brasília. A este respeito, Dilma Rousseff denunciou a "misoginia" de Bolsonaro e declarou "ter pedido desculpas" a ambas e manifestado "a solidariedade das mulheres do Brasil". Oiçamo-la.

Durante a sua intervenção, Dilma Rousseff evocou ainda a questão da Amazónia. "Ele [Bolsonaro] tem uma postura muito clara em relação aos direitos sociais e ambientais. Diz ter pena dos empresários porque são explorados pelo Estado e defende a redução dos direitos laborais ainda maiores do que a precarização que já foi feita. Ao mesmo tempo, considera um absurdo a protecção ao meio ambiente, à floresta amazónica e aos povos indígenas", declarou Dilma Rousseff.

De referir que no âmbito da sua passagem por Paris, a antiga Presidente do Brasil tem em agenda esta Segunda-feira à noite uma conferência sobre "a crise da democracia na América Latina e no mundo" no Instituto de Ciências Políticas de Paris e esta Terça-feira deveria participar numa conferência intitulada "O Brasil será ainda o país do futuro? Juventude, educação e democracia" na Universidade da Sorbonne, também aqui em Paris.

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