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ISRAEL

Israel: tudo de novo em aberto

Fotografia com os candidatos: o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, chefe do partido Azul e Branco
Fotografia com os candidatos: o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, chefe do partido Azul e Branco REUTERS/Corinna Kern/File Photo

Nenhum dos dois partidos mais votados obtém maioria absoluta, após terem sido apurados 90% dos boletins de voto na sequência das eleições legislativas antecipadas desta terça-feira. O Likud e o Partido azul e branco estão praticamente empatados.

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Em Israel com 90% de votos contados na sequência das eleiçoes legislativas antecipadas de ontem, estão praticamente empatados o partido Likud do primeiro ministro Benjamin Netanyahu, no poder há 10 anos e que será julgado a 3 de outubro em 3 processos por corrupção, e o partido Azul e Branco de Benny Gantz, ex chefe militar e líder da aliança centrista Azul e Branco.

Nenhum deles tem a maioria necessária de 61 deputados para formar governo sozinho.

Em Abril os dois partidos obtiveram 35 deputados cada um.

O líder do Likud, Benjamin Nethanyahu, frisou a necessidade de Israel ter um governo sólido e estável.

"Israel precisa de um governo forte e estável, de um governo sionista. Um governo para o qual Israel é o Estado nação do povo judeu. Não haverá, não pode haver um governo alicerçado em partidos árabes anti-sionistas. Partidos que negam o direito à existência de Israel, que cantam os louvoires de terrroristas sedentos de sangue que assassinam os nossos soldados, os nossos civis e os nossos filhos. Isso está fora de questão, nem pensar !"

A lista centrista Azul e Branco, aceita uma coligaçao com o Likud mas não quer governar com o primeiro-ministro cessante, acusado de corrupçao.

Yoaz Hendel é deputado da lista azul e branco (tradução de Miguel Martins).

"Vamos fazer todo o possível para construir uma coligação, um governo de união que representara a maioria dos israelitas. Isso inclui o Likud, Israel Beitenu e outros partidos provavelmente, mas nada posso vos dizer acerca de Benjamin Netanyahu. Nethanyahu será indiciado a dentro de duas semanas e depois disso ele deve comparecer perante um tribunal, não vejo muito bem como é que ele poderia passar os seus dias num tribunal enquanto à noite tomaria decisões difíceis sobre o futuro de Israel.

De qualquer maneira acho que é o fim da era Netanyahu, agora ou amanhã acho que seria melhor que ele tratasse dele próprio, tratar dos seus problemas de justiça, desejo-lhe boa sorte e ao mesmo tempo acho que é uma grande oportunidade para criar alternativas ao que vemos actualmente."

Neste contexto Avigdor Liberman, ex ministro da defesa, poderia ser o fiel da balança.

O seu partido Israel Beitenu poderá vir a ser cobiçado por ou outro lado dos vencedores.

Este escrutínio ocorre após um outro em Abril, onde os resultados tinham sido semelhantes excepto no que diz respeito ao reforço dos partidos árabes, um dado novo destas eleições mais recentes.

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