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Áustria

Áustria: Kurz vence sem maioria absoluta nas legislativas

O partido conservador de Sebastian Kurz recolheu 37% dos votos ontem, o antigo chanceler estando em posição de regressar ao poder 4 meses depois da queda do seu governo.
O partido conservador de Sebastian Kurz recolheu 37% dos votos ontem, o antigo chanceler estando em posição de regressar ao poder 4 meses depois da queda do seu governo. REUTERS/Leonhard Foeger

Na Áustria, quase 6,5 milhões de eleitores foram chamados ontem às urnas nas legislativas antecipadas. Apesar do escândalo de corrupção que manchou a extrema-direita com a qual estava coligado, o antigo chanceler conservador Sebastian Kurz, saiu vitorioso da eleição, tendo recolhido, de acordo com resultados provisórios, cerca de 37% dos votos.

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O escândalo de corrupção chamado de "Ibizagate", em consequência da divulgação de um vídeo em que se viam membros do governo pertencentes à extrema-direita durante uma estadia em Ibiza a propor atribuir concursos públicos a uma falsa oligarca russa em troca de fundos ocultos, terá afinal causado poucos danos colaterais a Sebastian Kurz.

Até ao final da semana, altura em que serão conhecidos os resultados definitivos das legislativas de ontem, ele estará em posição de ser designado pelo Presidente austríaco para formar um governo. A questão é que governo?

Grande derrotada destas eleições, a extrema-direita perdeu 10 pontos, alcançando 16% dos votos, quando há ainda dois anos era citada como exemplo para as outras formações da mesma corrente a nível europeu. Marcada com o selo do escândalo, encontra-se agora na perspectiva de tornar a ser um partido de oposição.

Chegados em segunda posição com 22% dos votos, os sociais-democratas que realizaram o seu pior resultado desde o pós-guerra não deram sinais até agora de pretender coligar-se com Sebastian Kurz que acusam de "deriva populista".

Quanto aos verdes que nas anteriores legislativas, em 2017, tinham penosamente chegado aos 4%, eles deram um salto para 14% dos votos. Num contexto em que a onda verde invadiu o debate público, eclipsando até as habituais discussões em torno das políticas migratórias, os verdes aparecem como uma possibilidade.

Só que em dois anos de governação, Kurz optou por uma política migratória dura e tem sempre recusado a ideia defendida pelos verdes de se criar uma "taxa carbono". Os verdes avisaram logo ontem que se o líder conservador quiser uma aliança "vai ter de adoptar uma mudança radical". Mais pormenores aqui.

Por fim, num quadro em que qualquer aliança pode ser encarada como uma união contranatura pelos seus apoiantes, a imprensa austríaca refere que Sebastian Kurz poderia ter a tentação de formar um governo minoritário, mas o risco -referem ainda os jornais- seria a prazo de ser varrido por uma moção de censura e ter de realizar novas eleições.

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