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França

4 polícias mortos na sede do governo civil de Paris

Um homem agrdiu à facada funcionários de polícia na sede do govenro civil de Paris, neste dia 3 de Outubro de 2019.
Um homem agrdiu à facada funcionários de polícia na sede do govenro civil de Paris, neste dia 3 de Outubro de 2019. Martin BUREAU / AFP

Esta tarde, um homem agrediu à facada vários agentes da polícia na sede do governo civil de Paris, matando quatro antes de ser mortalmente baleado, indicam a polícia e sindicatos.

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Entre as vítimas do ataque figuram 3 homens e um mulher, um quinto agente policial com ferimentos graves tendo sido transportado para o hospital em estado de "urgência absoluta".

Interrogado sobre o sucedido, Loïc Travers, dirigente de Alliance, um dos sindicatos representativos da polícia, confirmou a morte do autor do ataque “baleado por outro colega no quadro de uma situação a priori de autodefesa”, afirmou o dirigente sindical.

De acordo com as autoridades, o agressor, um homem de 45 anos e era funcionário administrativo da sede do governo civil de Paris há vinte anos.

Segundo indicou o Ministro Francês do Interior, Christophe Castaner, que se deslocou ao local juntamente com o chefe do governo, o suspeito "nunca tinha dado sinais de dificuldades comportamentais". Relativamente às suas possíveis motivações por enquanto desconhecidas, a polícia explora nomeadamente a pista de um "conflito interno", a sua residência tendo sido alvo de buscas e a sua esposa estando a ser interrogada. Mais pormenores aqui.

Pouco depois da agressão ocorrida no começo da tarde no interior de sede do governo civil de Paris, no coração histórico da capital, uma mensagem de alerta foi difundida pelos altifalantes do vizinho palácio de justiça. “Uma agressão aconteceu dentro da sede do governo civil de Paris. A situação está controlada” indicava a mensagem ao referir ainda que as imediações do edifício continuam a ser vigiadas, as autoridades tendo vedado os acessos àquela zona para onde se deslocaram os socorros.

A sede do governo civil de Paris foi evacuada e, por segurança, a estação de metro mais próxima foi encerrada.

Para além do Primeiro-ministro, do ministro do interior e da autarca de Paris, o Presidente Emmanuel Macron deslocou-se ao local no começo da tarde para "dar conta do seu apoio e solidariedade para com os funcionários" daquela instituição.

De referir que este ataque acontece apenas 24 horas depois da "Marcha da revolta" que, segundo os sindicatos, reuniu mais 20 mil polícias que desfilaram pelas ruas de Paris, numa mobilização inédita para denunciar os seus ciclos, horários e condições de trabalho, assim como as possíveis alterações ao seu regime de aposentações, num contexto em que têm aumentado os indícios de um profundo mal-estar no seio da classe, com 49 suicídios de polícias desde o começo do ano.

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