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Hong Kong

Novos protestos e confrontos em Hong Kong

Protesto em Hong Kong contra proibição de uso de máscaras. 5 de Outubro de 2019.
Protesto em Hong Kong contra proibição de uso de máscaras. 5 de Outubro de 2019. PHILIP FONG / AFP

Em Hong Kong, a proibição de usar máscaras em protestos aumentou a tensão nas ruas e gerou novas manifestações. Este sábado, centenas de pessoas voltaram a sair às ruas e colocaram máscaras contra a proibição, depois de uma noite de confrontos e incidentes.

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Depois de quatro meses de protestos, em que muitos manifestantes usaram máscaras para se proteger do gás lacrimogéneo lançado pela polícia, a proibição do uso de máscaras inflamou ainda mais os ânimos. A medida, decidida pela chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, baseia-se numa lei do tempo colonial e não era usada há mais de 50 anos. Os manifestantes interpretaram-na como um primeiro passo para o autoritarismo.

Esta sexta-feira, horas depois do anúncio da proibição, centenas de pessoas saíram às ruas, de máscaras no rosto, para mostrarem a sua indignação. À noite, foram registados violentos confrontos entre manifestantes e polícia, várias lojas e estações de metro foram vandalizadas e a rede do metropolitano acabou por ser suspensa. Ainda assim, os manifestantes voltaram, este sábado, para as ruas e voltaram a colocar máscaras, mostrando a capacidade do movimento pró-democracia de se mobilizar mesmo quando os transportes estão parados.

Alguns centros comerciais, supermercados e bancos não abriram hoje portas e em alguns bairros os residentes faziam fila para comprarem alimentos no caso de os confrontos se prolongarem. A polícia pediu à população para evitar os protestos nos próximos três dias.

A proibição do uso de máscaras acontece na semana em que um manifestante foi atingido por um tiro de uma bala real, na primeira vez que este tipo de munições foi usada directamente contra manifestantes.

Os protestos em Hong Kong começaram em Junho por causa de uma proposta de lei que permitiria extradição para a China, mas alargaram-se para pedir mais democracia no território, incluindo, a escolha dos seus próprios líderes e não a partir de uma lista pré-aprovada por Pequim.

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