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Turquia / Síria

Turquia lança ofensiva no nordeste da Síria

Coluna militar turca junto da fronteira entre a Turquia e a Síria neste dia 9 de Outubro de 2019.
Coluna militar turca junto da fronteira entre a Turquia e a Síria neste dia 9 de Outubro de 2019. Mehmet Ali Dag/ Ihlas News Agency (IHA) via REUTERS

Tal como vinha anunciando nos últimos dias, o Presidente turco confirmou hoje o início da sua operação no nordeste da Síria contra as milícias curdas apoiadas pelos ocidentais na luta antijihadista. Trata-se da terceira operação turca naquele país desde 2016, uma operação que acontece poucos dias depois de o Presidente americano anunciar a sua intenção de retirar as suas tropas da zona que faz fronteira entre a Síria e a Turquia.

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Apesar de ontem o Presidente americano se arrepender de parecer dar luz verde a esta operação e ameaçar a Turquia de "aniquilar a sua economia se ultrapassasse os limites", Recep Erdogan cumpriu à letra a sua agenda e lançou uma operação que de acordo com as forças curdas no terreno já causou vítimas.

Ainda antes do seu arranque, em conversa telefónica, o Presidente russo tinha apelado o seu homólogo turco a "pensar bem" antes de lançar esta nova ofensiva. No mesmo sentido, o Presidente francês tinha dado conta da sua "preocupação" perante a perspectiva desta nova ofensiva que, do ponto de vista da Alemanha, "corre o risco de reforçar a posição do grupo Estado Islâmico" na região.

Algumas horas antes do começo dos bombardeamentos, os curdos da Síria tinham decretado uma "mobilização geral" dos habitantes da região e apelaram Moscovo a facilitar o diálogo com o governo sírio. Por seu lado, Damasco deu conta da sua disponibilidade para proteger os curdos e avisou que iria combater "toda e qualquer agressão por parte da Turquia".

A Nato, da qual a Turquia é membro, apelou Ancara à "contenção". O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, quanto a si, apelou à "interrupção imediata" desta operação e avisou que a União Europeia não iria disponibilizar nenhum financiamento a favor da "zona tampão" que a Turquia pretende instaurar no nordeste da Síria. Repúdio foi também a reacção, nos Estados Unidos, do Senador republicano Lindsey Graham, para o qual o congresso americano vai fazer pagar "muito caro" a Erdogan pela sua ofensiva na Síria.

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