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Tunísia

Fim da campanha das presidenciais na Tunísia

Na esquerda, Kaïs Saïed e, à direita, Nabil Karoui, os dois candidatos à segunda volta das presidenciais de Domingo na Tunísia.
Na esquerda, Kaïs Saïed e, à direita, Nabil Karoui, os dois candidatos à segunda volta das presidenciais de Domingo na Tunísia. REUTERS/Muhammad Hamed-AFP/Fethi Belaid

Termina hoje a campanha eleitoral na Tunísia para a segunda volta das presidenciais que coloca frente-a-frente, o austero Kaïs Saïed, 61 anos, professor de direito na reforma e, do outro lado, Nabil Karoui, empresário de 56 anos que passou boa parte da sua campanha na prisão sob a acusação de fraude fiscal e saiu apenas na Quarta-feira. Os dois candidatos devem digladiar-se esta noite num muito esperado debate televisivo.

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Quase um mês depois da primeira volta das presidenciais em que os eleitores tunisinos rejeitaram a elite política instalada, colocando a sua preferência no professor universitário Kaïs Saïed com um pouco mais de 18% dos votos e, em segundo lugar, o seu adversário Nabil Karoui com um pouco mais de 15% dos sufrágios, a Tunísia prepara-se para a segunda volta no Domingo.

Dentro de dois dias, os tunisinos deveram escolher entre duas figuras que tudo opõe. Kaïs Saïed, antigo professor de direito com a alcunha de "Robocop" devido à sua postura rígida, expressa-se num árabe literário e tem conduzido uma campanha discreta. Este candidato que afirma ser independente dos partidos assim como dos islamistas propõe uma descentralização radical do poder e uma "revolução através do direito", seguindo os valores da "Revolução de Jasmim" que derrubou o regime de Ben Ali em 2011.

Já do outro lado do xadrez político, está Nabil Karoui, empresário exuberante, dono do canal de televisão "Nessma" que diz lutar pelos mais desfavorecidos e se apresenta como o "pai" da "grande família" dos seus eleitores. Acusado de fraude fiscal e branqueamento de capitais desde 2016, esteve preso cerca de um mês e só saiu na Quarta-feira. Esta noite, ele participa naquele que é o seu primeiro e também último comício antes do fecho da campanha eleitoral. Mais pormenores aqui.

Depois de um dia de reflexão, cerca de 7 milhões de eleitores serão chamados às urnas no Domingo, pela terceira vez no espaço de um mês, já que no passado 6 de Outubro decorreram as legislativas em que o partido islamista moderado Ennahda chegou em posição dianteira mas longe da maioria absoluta. Os eleitores tunisinos elegem um novo Chefe de Estado no âmbito de um escrutínio que teve de ser antecipado uma vez que o seu Presidente, Caïd Essebsi, faleceu no passado mês de Julho a poucos meses de concluir o seu mandato de cinco anos, deixando o país na incerteza, perante uma situação económica e social precária.

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