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Brasil

"Quero a minha inocência" diz Lula da Silva na France 24

Lula da Silva durante a entrevista exclusiva que concedeu ao canal televisivo France 24.
Lula da Silva durante a entrevista exclusiva que concedeu ao canal televisivo France 24. Captura de tela

O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista exclusiva ao canal televisivo France 24 (pertencente ao grupo no qual se insere a RFI) na prisão de Curitiba. Preso há um ano e meio por corrupção, o ex-sindicalista, agora com 74 anos, diz que recusa a liberdade condicional e diz que só sai da cadeia se for considerado inocente.

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Numa entrevista em que abordou o clima político reinante no seu país desde a chegada ao poder de Bolsonaro, assim como a questão ambiental e em particular a situação da Amazónia, o antigo Presidente do Brasil que antes de ser preso era pressentido como sendo um sério candidato a um novo mandato, tornou a evocar as circunstâncias em que foi preso e clamou novamente a sua inocência. "Eu não quero progressão da pena”, declarou Lula ao acrescentar “Eu quero a minha inocência”.

Para Lula “ou esses canalhas que me prenderam provam que eu cometi um crime, porque eu já provei que não cometi, me libertam e pedem desculpas ao povo brasileiro, ou terão que encontrar uma outra solução."

Ao admitir que nunca pensou ficar tanto tempo preso, o ex-presidente prometeu que vai "desmascarar" o antigo juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol que o colocaram em acusação no âmbito da "operação lava jato". Lula disse “Eles não sabem o que é mexer com um cidadão brasileiro que sobreviveu à fome até os cinco anos de idade”.

Ao ser questionado sobre a eventualidade de apresentar a sua candidatura às presidenciais de 2022, o antigo chefe de Estado não afastou totalmente a hipótese. “Não vou dizer que sou candidato, nem que não sou, vou deixar o tempo passar para ver o que vai acontecer" declarou Lula desvalorizando, por outro lado, a eventualidade do seu grande adversário, o antigo Juiz Moro entrar na corrida.“O Moro não terá coragem de ser candidato à presidência da República, e se for, não ganha”, declarou Lula antes de acrescentar que este último “não tem proposta para nada".Oiçam aqui.

Luiz Inácio Lula da Silva, dirigente do Partido dos Trabalhadores, foi Presidente do Brasil em dois mandatos consecutivos entre 2003 e 2011. A sua sucessora, a sua antiga directora de gabinete, Dilma Rousseff, acabou por ser destituída em 2016, durante o seu segundo mandato. Regressado à vida política activa em 2018, Lula da Silva foi preso naquele mesmo ano, sob a acusação de corrupção, quando se preparava para brigar as presidenciais que resultaram na chegada ao poder de um dos seus adversários, o líder de extrema-direita Jair Bolsonaro.

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